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Postado ‘oceanos’

26
jul

70% do lixo encontrado nos oceanos é PLÁSTICO

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Ontem, 25/07, o Fantástico exibiu matéria acerca do enorme acúmulo de lixo nos oceanos, trazendo um dado alarmante: cerca de 70% do lixo encontrado é composto por objetos plásticos.

A sopa de lixo no Pacífico foi identificada há alguns anos, dando uma ideia mais realista sobre o impacto ambiental que o lixo que produzimos causa aos oceanos. A mancha de lixo flutuante tem o tamanho de dois Estados Unidos e dez metros de profundidade. O lixo reunido pelas correntes marinhas naquela extensão entre a América do Norte e o Japão vem  de embarcações e plataformas petrolíferas, mas, principalmente, dos continentes.

O arquipélago do Havaí sofre com o lixo despejado nos mares, recebendo em suas praias toneladas desta poluição. O veleiro Plastiki, feito com 12,5 mil garrafas plásticas, saiu dos EUA em direção à Austrália para chamar a atenção para este problema. Ao passar pelo Havaí, encontrou aquela que pode ser a praia mais suja do mundo, no Atol de Midway.

Midway recebe, todos os anos, 1,5 milhão de albatrozes. Durante sete meses, os filhotes ficam na ilha a espera de alimento trazido pelos pais. No entanto, o que mais chega aos estômagos destes animais são objetos – inacreditáveis! – de plástico, causando a morte de milhares de aves. A mergulhadora Morgan Hoesterey realizou um experimento simples: durante uma hora, recolheu apenas objetos plásticos reconhecíveis encontrados dentro das carcaças de albatrozes que encontrou pela praia. O resultado é inimaginável: dezenas de isqueiros, bolas de golfe, anzóis, brinquedos, tampas de garrafa, centenas de escovas de dentes e até cartuchos de impressora! E ela recolheu apenas objetos reconhecíveis – as sacolas plásticas, que certamente também faziam parte da dieta destas aves, não foram recolhidas…

Com certeza não queremos ser os responsáveis por cenas tristes como estas. Para mudar esse cenário, só o consumo sustentável e a reciclagem podem ajudar. Consumir de maneira sustentável é comprar apenas aquilo que necessitamos, dar preferência a produtos duráveis, produzidos a partir de material reciclado ou com alta reciclabilidade, é se preocupar com a forma como aquele item foi produzido e se a empresa é responsável com o meio ambiente e seus trabalhadores. Depois de atingir o final de sua vida útil, é fundamental encaminhar o produto para reciclagem, de modo a manter a matéria-prima utilizada no ciclo produtivo, evitando que tenha de ser descartada em um aterro ou – pior dos mundos – acabe no oceano e no estômago de animais.

É preciso mudar nossos hábitos de consumo, urgentemente! Faça sua parte. Dê o exemplo.

15
jul

Passa a valer, nesta sexta, a lei de sacolas plásticas no Rio de Janeiro

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


A lei estadual nº 5.502 de 2009, que estabelece a substituição e recolhimento das sacolas plásticas no comércio do estado do Rio de Janeiro, entrará em vigor nesta sexta-feira, dia 16 de julho. Apesar da tentativa de adiar o início da aplicação da lei para 2011, o governador do Rio vetou e manteve a data.

A legislação do Rio determina que, em até 3 anos,  o comércio terá de substituir as sacolas plásticas por sacolas reutilizáveis. A lei é pioneira em determinar que o comércio dê 3 centavos de desconto para cada 5 produtos aos consumidores que recusarem o uso de sacolas plásticas, a exemplo da experiência bem-sucedida do Walmart Brasil. Além disso, determina também a troca de 50 sacolas plásticas por um quilo de arroz ou feijão, como forma de estimular a reciclagem.

Deixando de lado a controvérsia, será a primeira lei estadual no Brasil a instituir a substituição das sacolas plásticas não por sacolas de outro material, mas por sacolas reutilizáveis, e também a primeira a propor como alternativa o desconto para aqueles que recusarem sacolas plásticas. O desconto é uma forma de  estimular e educar a população a mudar seus hábitos. O Walmart tem tido ótimos resultados, com grande adesão ao programa.

O estado do Rio acabará se tornando um laboratório, um termômetro, que medirá quão conscientes e dispostos a mudar estão os brasileiros em relação às sacolinhas plásticas. Ao não mudar apenas o material, mas estabelecer a gradual substituição por sacolas resistentes e reutilizáveis, o estado estará efetivamente empurrando seus cidadãos a um novo hábito, a uma nova realidade. As sacolinhas deixarão de fazer parte de seu cotidiano, o que os “obrigará” a procurar alternativas.

Uma campanha educacional é necessária, para informar a população sobre as mudanças e também sobre soluções. A Secretaria de Meio Ambiente do RJ está em parceria estreita com o Ministério do Meio Ambiente, implementando a campanha Saco é um Saco no estado.

Ficamos na torcida para que o carioca abrace essa causa e ajude a transformar sua cidade e suas praias!

Saco é um saco. Pra cidade, pro planeta, pro futuro, pra você.

11
mai

Ação do Dia das Mães da campanha Saco é um Saco

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


No sábado 08, a campanha Saco é um Saco mudou um pouco o seu público-alvo. As donas de casa e empresas do varejo foram substituídas pelas… CRIANÇAS. Fomos ao Shopping Boulevard, em Brasília, e participamos do projeto infantil de teatro “Hora animada”, com a companhia de contadores de histórias Matrakaberta.

Cerca de 25 crianças ficaram vidradas enquanto os atores contavam uma história sobre o dia das mães, e depois  entramos para falar sobre a campanha. Imaginem vocês, 25 crianças, super concentradas, ouvindo falar que as sacolinhas entopem bueiros, sujam as cidades, matam os animais… Foi um sucesso! Após a nossa participação, distribuimos sacolas retornáveis para as crianças entregarem aos pais e explicarem o porquê de não usar mais sacolas plásticas. O mais incrível foi o email que recebemos hoje, de um dos pais – ou no caso, tio – presentes:

“Minha sobrinha Júlia (4 anos) estava ontem a noite brincando de escolinha com a avó e as bonecas. Ela, a professora, começou a aula e de repente começou a falar:

- Não pode jogar lixo na rua, nem sacolinha plástica na água, porque senão, a tartaruguinha vem e come achando que é comidinha e os peixinhos também, e também porque fica sujo e feio…” – relatou Bruno Farias.

Ficamos felizes e surpresos ao saber que a mensagem da campanha é tão bem compreendida e repassada pelas crianças. A educação é sem dúvida o caminho para mudarmos o mundo!

Então, faça como a Júlia: diga não às sacolas plásticas!!

SACO É UM SACO! Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra vc.

07
mai

O exemplo de Estela

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


O que você pensaria caso se deparasse com a seguinte cena: um belo sábado de sol no Arpoador (Rio de Janeiro), água digna do Caribe, e, na areia, está uma mulher na beira dos 60 anos, tirando a costura dos sacos plásticos com areia que são usados para improvisar escadas a beira mar. Ela é louca?

Estela Batracke, 59 anos, uma carioca consciente, preocupada com o futuro que vai existir para os seus netos, realizava um trabalho de formiguinha. Após a ressaca, os sacos foram parar quase que na beira do mar. Indignada com essa situação e pela falta de ação dos órgãos públicos, Estela agachou-se e, com a ajuda de algumas pedrinhas, rompia as costuras dos pesados sacos e os esvaziava. Por amor ao Rio e ao futuro, ela separava os sacos plásticos para evitar que eles fossem parar no mar, podendo ser ingeridos pela fauna.

Sem querer, Estela acabou tendo os seus 15 minutos de fama quando colunista Ruth de Aquino, da revista Época, a observou e registrou seu esforço solitário. Estela deu uma super lição de educação ambiental. Qual foi a última vez que você fez alguma coisa pelo meio ambiente?

Confira abaixo a matéria na íntegra, gentilmente cedida pela colunista Ruth Aquino, que escreve no blog Mulheres 7 x 7, da revista Época:

Era sábado de sol e o Arpoador – como se chama aquele final de praia em Ipanema, no Rio – estava glorioso depois das chuvas. Mar transparente, calmo, o céu translúcido. Vi a mulher com boné de estampa camuflada e biquíni rosa, corpo bem feito sem ser jovem, agachar-se na areia e começar a esvaziar, um por um, os sacos pesados de areia que antes serviam de “escada” para o calçadão e tinham sido arrastados pela ressaca.

Era um trabalho demorado, meticuloso. Primeiro, ela pegava pedrinhas afiadas para cortar a linha que costurava e amarrava os sacos. Era uma linha grossa, impossível de tirar com as mãos, porque feria os dedos. Depois, ela usava sua força para desenterrá-los. Aí, esvaziava os sacos da areia molhada e escura. E os separava todos ao lado.

Pensei: é louca? Ou será que vai vender os sacos? Quanto valem esses sacos? É o nosso complexo de catador de lixo, catador de lata, catador de papelão. Tanta gente faz disso um negócio para sobreviver. Mas não parecia ser o caso daquela personagem.

Os banhistas passavam, sei lá o que pensavam, mas todos olhavam para ela. Então eu a fotografei com meu celular e a imagem abre este post. E resolvi perguntar: “Desculpe, mas o que você está fazendo?”

“Estou esvaziando os sacos para jogar no lixo e evitar que eles vão para o mar. Sabe, tenho netos. E quero um mundo melhor para eles, com menos poluição. Quero um Rio melhor porque amo essa cidade maravilhosa, não merecemos essa sujeira. Se todos nós fizéssemos um pouquinho, se cada um fizesse a sua parte, os bueiros não ficariam entupidos com o lixo nas enchentes, o planeta ficaria mais habitável, que maravilha ia ser. Sei que é pouco o que estou fazendo, mas pelo menos estou fazendo alguma coisa. Fico com a consciência mais tranquila. Eu desenterro também os sacos que ficam na beirinha do mar”.

Eu fiquei encantada.

O nome dela é Estela Batracke e tem 59 anos.

Passei a foto para um amigo jornalista do Globo, Joaquim Ferreira, que publicou a imagem com uma nota em sua coluna Gente Boa.

Depois, ela me mandou um email, que reproduzo aqui. As maiúsculas são de autoria dela, conservei a mensagem como recebi. Alô, Eduardo Paes, prefeito do Rio. (e Alô, prefeitos de todas as cidades que convivem com danos ambientais e jogo de empurra-empurra entre os órgãos responsáveis).

“Oi, Ruth, tudo bem? Aqui é Estela Batracke, a cidadã que vc fotografou na praia. Pois é, ganhei meus minutos de celebridade, e por isto estou aproveitando p/convencer o prefeito a mudar as escadas improvisadas com saco plástico, que tanto comprometem a BOA IMAGEM DA CIDADE E AGRIDEM O MEIO AMBIENTE. Mandei a sugestão via e-mail e está protocolada sob o número 1216203. A escada foi construída novamente, mais sacos e sacos empilhados!!!!!! Pedi a Comlurb p/retirar os sacos, mas eles alegaram falta de respaldo legal. Segundo o funcionário, o assunto é de competência do meio ambiente, não dá pra acreditar. A Comlurb é órgão público responsável pela limpeza da praia, tem PODER DE POLÍCIA. O funcionário informou que só pode tirar os sacos quando alcançam o espelho d’água…. sem comentários. A Natureza agradece a sua atenção e a oportunidade de abrir espaço p/colocar a boca no mundo. Ainda dá tempo p/recuperar as agressões feitas a nossa mãe GAIA. abraços. Estela”

Achei um barato a militância de Estela, a avó de biquíni rosa e tanta energia.

Mais bacana ainda foi a coincidência : no dia 22 de abril, comemorou-se o Dia Mundial do Planeta Terra, com o seguinte lema – “Mude suas atitudes. Transforme o futuro!”. A data foi criada em 1970 com o objetivo de alertar a população sobre a importância da preservação do meio ambiente. E conscientizar a todos sobre a importância de pequenos gestos, que podem mudar o mundo.

E você? O que acha de Estela? Você faz algo para ajudar a salvar o planeta para as gerações de seus filhos e netos? Ou ajuda a destruir o meio ambiente?

*Agradecemos a gentileza da colunista Ruth de Aquino em ceder a foto e o texto.

11
fev

Teco Padaratz também acha que Saco é um Saco!!

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Campeão do World Qualification Series – WQS de 92 e 99.

Comentarista dos maiores circuitos de surf mundial.

Pegou para si a organização da etapa brasileira do WCT, criando o Hang Loose S.C. Pro, que se tornou referência para todas as outras etapas do campeonato mundial de surf.

Vocalista da banda El Niño.

Se você ainda não sabe de quem estamos falando, está por fora dos últimos 10 anos do surf brasileiro! Teco Padaratz é o nome deste mestre do surf e referência brasileira lá fora sobre o assunto, além de mais novo apoiador da campanha Saco é um Saco.

Quando se fala em verão, o consenso é PRAIA. E é no verão, que elas são inundadas por turistas e nativos que desfrutam suas férias… O problema é: com o aumento do número de frequentadores, aumenta também a quantidade de lixo produzido. E muitas vezes, estes resíduos ficam por lá mesmo.

Pensando nisso, buscamos o apoio de um grande conhecedor e defensor das praias para nos ajudar na conscientização dessa turma. É importante recolher o lixo e, em especial, os sacos e sacolinhas plásticas que levamos para a praia. A Band Floripa, apoiadora da campanha, fez contato com o Teco, que ficou amarradão na ideia e gravou 3 spots para rádio com mensagens sobre o consumo consciente de sacolas plásticas neste verão! Vamos espalhar estas mensagens por todo o Brasil!

Escute os nossos mais novos spots e fique ligado na sua rádio!

Campanha Saco é um saco Teco Padaratz - 1 Campanha Saco é um saco Teco Padaratz - 2 Campanha Saco é um saco Teco Padaratz - 3
22
jan

Aumenta o número de tartarugas mortas pela ingestão de plástico

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


O triste cenário previsto por todos foi confirmado: o lixo marinho elevou o número de mortes de tartarugas em 2009. Na última quarta-feira, o jornal carioca Folha do Interior publicou matéria baseada em dados do Projeto Tamar que revelam este que é um dos resultados catastróficos do consumo e descarte impensado de sacolas plásticas.

O descarte incorreto de resíduos é um dos grandes vilões dos oceanos. Somente entre Janeiro e Agosto de 2009, aproximadamente 50% das tartarugas necropsiadas pelas equipes do Projeto Tamar morreram em virtude da ingestão de lixo.

Necropsia realizada pelo TAMAR

O levantamento do Tamar mostrou que 80 das 192 tartarugas encontradas mortas durante o ano passado, apresentaram objetos no seu sistema digestivo, sendo predominantemente, plástico. Em 2008, 60 dentre as 156 tartarugas analisadas, apresentavam os mesmos vestígios de lixo.

Este quadro não é restrito a pontos isolados no nosso litoral. Os dados revelam mortes em São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Sul… E também não afeta apenas algumas espécies: em virtude da alta disponibilidade de lixo nos oceanos, várias espécies acabam se alimentando dos dejetos, inclusive as tartarugas Verde (Chelonia mydas), de Pente (Eretmochelys imbricata), Cabeçuda (Caretta caretta), e a quase extinta Tartaruga de Couro (Dermochelys coriacea).

Este problema deve ser analisado a partir de dois focos: consumo excessivo e descarte incorreto.

Vivemos bombardeados por propagandas, sendo estimulados a comprar mais – trocamos de celular todo ano, nos deixamos seduzir por promoções em supermercados e levamos mais do que o necessário – e acabamos por adotar hábitos de consumo insustentáveis do ponto de vista ecológico. Não paramos para analisar de onde vêm as matérias-primas que compõe os produtos que compramos, e não nos atentamos para o impacto ambiental provocado em sua produção. Além disso, juntamente com os produtos, vêm as embalagens – e são elas que muitas vezes acabam nos mares.

O descarte incorreto – que hoje não significa apenas jogar o lixo em qualquer lugar, mas também não encaminhar materiais recicláveis para a reciclagem – somado ao consumo excessivo é uma verdadeira bomba para o meio ambiente. Seja por falta de uma política coesa de tratamento e alocação de resíduos sólidos, ou por uma simples falta de educação da população, o lixo acabada indo parar onde não deve, causando as cenas tristes que temos visto.

As tartarugas dão o alerta: precisamos agir com mais responsabilidade em relação aos nossos hábitos de consumo, pois causamos impactos inimagináveis, atingindo criaturas em lugares distantes e danificando permanentemente a biodiversidade marinha.

Diga não aos sacos e sacolas plásticas. Compre apenas o necessário, reutilize e recicle sempre.

O planeta agradece, em especial, as tartarugas.

Tartaruga Cabeçuda no Projeto TAMAR

11
jan

Reportagem do Fantástico sobre o impacto do plástico nos oceanos

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Ontem, o Fantástico exibiu uma reportagem de André Junqueira sobre o absurdo impacto do lixo humano e, em especial, do lixo plástico, nos oceanos. Recebemos hoje um relato emocionado de uma mãe que viu a filhinha de 8 anos chorar ao ver a matéria.

Cenas fortes de animais mortos e deformados por causa do lixo plástico mostraram o tamanho do problema do consumo excessivo e do descarte incorreto praticado em nossa sociedade atual.  O lixo viaja milhares de quilômetros pelas correntes marinhas e vai afetar focas e leões marinhos em pontos distantes, matando tartarugas, golfinhos e aves ao longo do caminho.

A reportagem abre com a chocante história do golfinho que morreu porque ingeriu sacos plásticos que o impediram de se alimentar. Ficamos sabendo também que, em cada dez tartarugas mortas, quatro morreram porque ingeriram plástico. Segundo o Projeto TAMAR, o plástico não é digerido pelas tartaruguinhas, que passam a ter dificuldade para mergulhar e morrem de inanição.

Outra imagem impressionante é do leito dos oceanos, cobertos de garrafas PET, latas e pedaços de sacolas plásticas. Triste de ver. O lixo que chega aos oceanos não tem origem apenas nas cidades costeiras. Ele chega também através dos rios que recebem dejetos e descartes e desembocam no mar.

São milhões de toneladas de lixo despejadas diariamente nos oceanos, diminuindo a biodiversidade marinha e afetando o equilíbrio natural. Nossas ações têm impactos que vão muito além daquilo que conseguimos ver. A sopa de plástico encontrada em meio ao Pacífico dá uma clara ideia disso. Como bem lembrou o pesquisador Charles Moore, que descobriu a sopa, o plástico não desaparece nunca, só quebra em vários pedacinhos.

Este trecho da entrevista com o Capitão Moore é muito interessante:

“Em um século, cem milhões de toneladas de plástico foram lançadas nos mares e pouco deve mudar. “Ninguém parece ter capacidade de ver um futuro sem plástico”, diz o capitão Moore. “Para que nos livremos da poluição do plástico. Pequenas mudanças não vão fazer a diferença”.”

Precisamos urgentemente mudar nossa forma de nos relacionar com o planeta. Felizmente, a sensibilidade de nossos filhos parece ser mais aguçada que a nossa e de nossos pais e avós neste sentido. No entanto, o futuro deles depende daquilo que fizermos hoje. É melhor começarmos!

02
set

Saco é um saco pras tartarugas marinhas

Publicado por: Saco é um Saco


Procurando novas informações sobre os impactos das sacolas plásticas, me deparei com uma pequena nota em um dos blogs que visitei. Essa notinha, tão pequena que chega a menosprezar sua tamanha importância, falava sobre o perigo que as sacolas plásticas representam para as tartarugas marinhas.

Fui procurar mais sobre esse assunto e encontrei duas fotos que me deixaram perplexo: um filhote de tartaruga com um pedaço de sacola saindo da boca e a segunda registrava a autópsia de uma tartaruga, revelando um estômago cheio de restos de plástico.

tartaruga

A tartaruga que mais sofre com as sacolas plásticas é a tartaruga-de-couro (Dermochelys Coriacea), que está presente desde a Nova Guiné até a Flórida, passando inclusive pelo Brasil. Este “pequeno” réptil  (que pode chegar a pesar 900 Kg e medir 2 m) trata o oceano como se fosse uma “poça d’água” ao invés de uma grande imensidão azul.

Algumas tartarugas marinhas se mantêm leais às suas praias de desova e certos locais de alimentação, o que as tornam mais vulneráveis a possíveis stresses antrópicos.  Já a tartaruga-de-couro escolhe locais onde não exista uma presença forte do homem para desovar e com abundância de águas-vivas, o que, a princípio, as tornaria menos vulneráveis…  Infelizmente, segundo a International Union for the Conservation of Nature, a tartaruga-de-couro está entre as espécies mais ameaçadas de extinção.

Está no fato de comer as águas vivas o grande problema: as tartarugas confundem sacolas plásticas com águas-vivas, ingerindo o plástico – segundo o Projeto TAMAR, as bichinhas nem hesitam, abocanham mesmo as sacolas que lhes aparecem pela frente! Dados monstruosos nos mostram que 1 em cada 3 tartarugas  já ingeriram plástico em algum momento de suas vidas e apresentam restos do material em seu sistema digestivo. Levando em conta que em uma hora a tartaruga-de-couro chega a comer 21 águas-vivas, imagina o que ela deve ingerir de plástico em uma vida toda??

As sacolas plásticas matam as tartarugas, diretamente, de duas maneiras: por asfixia ou ingestão – apenas 3g já são suficientes para obstruir o trato digestivo de um animal em idade mediana. Já indiretamente, as sacolas plásticas vão ocupando o sistema digestivo do animal e diminuindo a superfície de contato, o que implica em uma baixa absorção de nutrientes. Com essa má nutrição, temos uma baixa taxa de crescimento, enfraquecimento, tornando os bichinhos debilitados e propensos a ingerir mais sacolas, já que não conseguem perseguir suas presas e por haver sacolas em grande disponibilidade nos oceanos.

As tartarugas habitam o nosso planeta desde a Era Jurássica e agora seu futuro está ameaçado em virtude de nossos hábitos consumistas, sem a clareza sobre o impacto de nossas ações no meio ambiente que nos circunda. Pesquisadores fazem uma analogia das sacolas plásticas como sendo o fast food das tartarugas: uma fonte rápida de alimento, que não faz muito bem, que as deixa com sobrepeso e atrapalha seu desenvolvimento.

Não possuímos dados suficientes sobre a poluição das sacolas plásticas na costa Brasileira, mas sabemos que toda a fauna e flora aquática vêm sendo afetadas. Ações de educação ambiental para a população são fundamentais, para difundir a percepção de que nossas ações de consumo não ficam restritas apenas ao dia a dia, mas têm grande impacto posterior no meio ambiente, em especial, nos oceanos. Caso não consigamos educar os seres humanos, talvez possamos tentar adestrar toda a biota marinha para deixar de comer plástico…

Bruno Macedo
Equipe de Consumo Sustentável do MMA.

21
jun

Saco é um saco!

Publicado por: Saco é um Saco


Você sabia que cerca de 1,5 milhão de sacolas plásticas são consumidas a cada hora pelos brasileiros?

Sacos, saquinhos, sacolas e sacolinhas plásticas. Nós os recebemos todas as vezes que vamos às compras: na farmácia, na padaria, no supermercado. Pode parecer que são de graça, por que são distribuídas à vontade…

Errado! Todos pagam por eles: recursos naturais como petróleo e água são usados para sua fabricação, energia é consumida, e, quando as descartamos, elas ajudam a obstruir pontos de drenagem de chuvas – causando enchentes -, poluem cidades e matas, podem ser  ingeridos por animais e permanecem no meio ambiente por séculos.

Entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacos e sacolas plásticas são consumidas por ano no mundo. A sua sacolinha pode parecer inofensiva, mas todas esses sacos e sacolinhas juntos são um perigo para a natureza.

A campanha Saco é um Saco quer chamar a atenção dos brasileiros para o consumo exagerado de sacolas plásticas.

Sacolas plásticas ajudam a impermeabilizar o solo de aterros e lixões, são a causa da morte de milhares de animais, entopem bueiros ajudando a causar enchentes, e sujam as cidades, matas, rios e oceanos.

Todo mundo usa sacolas plásticas como saco de lixo. Tudo bem. Mas tem gente que pega muito mais do que precisa. Cada brasileiro consome em média 66 sacolas plásticas por mês. Se na sua casa são 4 pessoas, vocês, juntos, consomem mais ou menos 264 sacolas por mês! Ninguém precisa disso tudo para o lixo.

Muitos países baniram as sacolas plásticas de seu dia-a-dia. No Brasil, queremos alcançar a redução do consumo de sacolas através da conscientização do cidadão, para que faça parte desse movimento mundial de respeito ao meio ambiente.

Diminuir o consumo de sacolas plásticas, adotar uma sacola retornável ou outra alternativa é uma atitude típica do consumidor consciente. Reduzir o consumo de sacolas plásticas é só o começo de uma sociedade mais sustentável.

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