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Postado ‘Flagrante’

26
jul

70% do lixo encontrado nos oceanos é PLÁSTICO

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Ontem, 25/07, o Fantástico exibiu matéria acerca do enorme acúmulo de lixo nos oceanos, trazendo um dado alarmante: cerca de 70% do lixo encontrado é composto por objetos plásticos.

A sopa de lixo no Pacífico foi identificada há alguns anos, dando uma ideia mais realista sobre o impacto ambiental que o lixo que produzimos causa aos oceanos. A mancha de lixo flutuante tem o tamanho de dois Estados Unidos e dez metros de profundidade. O lixo reunido pelas correntes marinhas naquela extensão entre a América do Norte e o Japão vem  de embarcações e plataformas petrolíferas, mas, principalmente, dos continentes.

O arquipélago do Havaí sofre com o lixo despejado nos mares, recebendo em suas praias toneladas desta poluição. O veleiro Plastiki, feito com 12,5 mil garrafas plásticas, saiu dos EUA em direção à Austrália para chamar a atenção para este problema. Ao passar pelo Havaí, encontrou aquela que pode ser a praia mais suja do mundo, no Atol de Midway.

Midway recebe, todos os anos, 1,5 milhão de albatrozes. Durante sete meses, os filhotes ficam na ilha a espera de alimento trazido pelos pais. No entanto, o que mais chega aos estômagos destes animais são objetos – inacreditáveis! – de plástico, causando a morte de milhares de aves. A mergulhadora Morgan Hoesterey realizou um experimento simples: durante uma hora, recolheu apenas objetos plásticos reconhecíveis encontrados dentro das carcaças de albatrozes que encontrou pela praia. O resultado é inimaginável: dezenas de isqueiros, bolas de golfe, anzóis, brinquedos, tampas de garrafa, centenas de escovas de dentes e até cartuchos de impressora! E ela recolheu apenas objetos reconhecíveis – as sacolas plásticas, que certamente também faziam parte da dieta destas aves, não foram recolhidas…

Com certeza não queremos ser os responsáveis por cenas tristes como estas. Para mudar esse cenário, só o consumo sustentável e a reciclagem podem ajudar. Consumir de maneira sustentável é comprar apenas aquilo que necessitamos, dar preferência a produtos duráveis, produzidos a partir de material reciclado ou com alta reciclabilidade, é se preocupar com a forma como aquele item foi produzido e se a empresa é responsável com o meio ambiente e seus trabalhadores. Depois de atingir o final de sua vida útil, é fundamental encaminhar o produto para reciclagem, de modo a manter a matéria-prima utilizada no ciclo produtivo, evitando que tenha de ser descartada em um aterro ou – pior dos mundos – acabe no oceano e no estômago de animais.

É preciso mudar nossos hábitos de consumo, urgentemente! Faça sua parte. Dê o exemplo.

07
mai

O exemplo de Estela

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


O que você pensaria caso se deparasse com a seguinte cena: um belo sábado de sol no Arpoador (Rio de Janeiro), água digna do Caribe, e, na areia, está uma mulher na beira dos 60 anos, tirando a costura dos sacos plásticos com areia que são usados para improvisar escadas a beira mar. Ela é louca?

Estela Batracke, 59 anos, uma carioca consciente, preocupada com o futuro que vai existir para os seus netos, realizava um trabalho de formiguinha. Após a ressaca, os sacos foram parar quase que na beira do mar. Indignada com essa situação e pela falta de ação dos órgãos públicos, Estela agachou-se e, com a ajuda de algumas pedrinhas, rompia as costuras dos pesados sacos e os esvaziava. Por amor ao Rio e ao futuro, ela separava os sacos plásticos para evitar que eles fossem parar no mar, podendo ser ingeridos pela fauna.

Sem querer, Estela acabou tendo os seus 15 minutos de fama quando colunista Ruth de Aquino, da revista Época, a observou e registrou seu esforço solitário. Estela deu uma super lição de educação ambiental. Qual foi a última vez que você fez alguma coisa pelo meio ambiente?

Confira abaixo a matéria na íntegra, gentilmente cedida pela colunista Ruth Aquino, que escreve no blog Mulheres 7 x 7, da revista Época:

Era sábado de sol e o Arpoador – como se chama aquele final de praia em Ipanema, no Rio – estava glorioso depois das chuvas. Mar transparente, calmo, o céu translúcido. Vi a mulher com boné de estampa camuflada e biquíni rosa, corpo bem feito sem ser jovem, agachar-se na areia e começar a esvaziar, um por um, os sacos pesados de areia que antes serviam de “escada” para o calçadão e tinham sido arrastados pela ressaca.

Era um trabalho demorado, meticuloso. Primeiro, ela pegava pedrinhas afiadas para cortar a linha que costurava e amarrava os sacos. Era uma linha grossa, impossível de tirar com as mãos, porque feria os dedos. Depois, ela usava sua força para desenterrá-los. Aí, esvaziava os sacos da areia molhada e escura. E os separava todos ao lado.

Pensei: é louca? Ou será que vai vender os sacos? Quanto valem esses sacos? É o nosso complexo de catador de lixo, catador de lata, catador de papelão. Tanta gente faz disso um negócio para sobreviver. Mas não parecia ser o caso daquela personagem.

Os banhistas passavam, sei lá o que pensavam, mas todos olhavam para ela. Então eu a fotografei com meu celular e a imagem abre este post. E resolvi perguntar: “Desculpe, mas o que você está fazendo?”

“Estou esvaziando os sacos para jogar no lixo e evitar que eles vão para o mar. Sabe, tenho netos. E quero um mundo melhor para eles, com menos poluição. Quero um Rio melhor porque amo essa cidade maravilhosa, não merecemos essa sujeira. Se todos nós fizéssemos um pouquinho, se cada um fizesse a sua parte, os bueiros não ficariam entupidos com o lixo nas enchentes, o planeta ficaria mais habitável, que maravilha ia ser. Sei que é pouco o que estou fazendo, mas pelo menos estou fazendo alguma coisa. Fico com a consciência mais tranquila. Eu desenterro também os sacos que ficam na beirinha do mar”.

Eu fiquei encantada.

O nome dela é Estela Batracke e tem 59 anos.

Passei a foto para um amigo jornalista do Globo, Joaquim Ferreira, que publicou a imagem com uma nota em sua coluna Gente Boa.

Depois, ela me mandou um email, que reproduzo aqui. As maiúsculas são de autoria dela, conservei a mensagem como recebi. Alô, Eduardo Paes, prefeito do Rio. (e Alô, prefeitos de todas as cidades que convivem com danos ambientais e jogo de empurra-empurra entre os órgãos responsáveis).

“Oi, Ruth, tudo bem? Aqui é Estela Batracke, a cidadã que vc fotografou na praia. Pois é, ganhei meus minutos de celebridade, e por isto estou aproveitando p/convencer o prefeito a mudar as escadas improvisadas com saco plástico, que tanto comprometem a BOA IMAGEM DA CIDADE E AGRIDEM O MEIO AMBIENTE. Mandei a sugestão via e-mail e está protocolada sob o número 1216203. A escada foi construída novamente, mais sacos e sacos empilhados!!!!!! Pedi a Comlurb p/retirar os sacos, mas eles alegaram falta de respaldo legal. Segundo o funcionário, o assunto é de competência do meio ambiente, não dá pra acreditar. A Comlurb é órgão público responsável pela limpeza da praia, tem PODER DE POLÍCIA. O funcionário informou que só pode tirar os sacos quando alcançam o espelho d’água…. sem comentários. A Natureza agradece a sua atenção e a oportunidade de abrir espaço p/colocar a boca no mundo. Ainda dá tempo p/recuperar as agressões feitas a nossa mãe GAIA. abraços. Estela”

Achei um barato a militância de Estela, a avó de biquíni rosa e tanta energia.

Mais bacana ainda foi a coincidência : no dia 22 de abril, comemorou-se o Dia Mundial do Planeta Terra, com o seguinte lema – “Mude suas atitudes. Transforme o futuro!”. A data foi criada em 1970 com o objetivo de alertar a população sobre a importância da preservação do meio ambiente. E conscientizar a todos sobre a importância de pequenos gestos, que podem mudar o mundo.

E você? O que acha de Estela? Você faz algo para ajudar a salvar o planeta para as gerações de seus filhos e netos? Ou ajuda a destruir o meio ambiente?

*Agradecemos a gentileza da colunista Ruth de Aquino em ceder a foto e o texto.

04
fev

Denúncia – Rio Guandú/RJ

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Recebemos estas fotos do cidadão Alcir Monteiro, preocupado com a poluição causada pelos sacos plásticos na município de Miguel Pereira, no Rio de Janeiro.

Nas palavras do próprio Alcir:

“Estas fotos são do município de Miguel Pereira RJ.

O Lixão do município, é jogado no topo da serra atingindo o córrego Moinho de pó, no distrito Árcadia, levando até o Rio Santana, que desemboca no Rio Guandú, que fornece toda a água da LINDA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.”

Este é um exemplo claro de como aquele saquinho, aquela sacolinha plástica que voou e nós não pegamos – “ah, bobagem, não vai fazer tão mal assim!” – se junta com as sacolas e saquinhos de outros e de outros e de outros, e acabam se acumulando na natureza, causando essas cenas tristes. Um outro detalhe: esta é só a ponta visível do iceberg… como saber quantas sacolinhas plásticas mais desceram rio abaixo ou se engancharam em outros galhos ou foram ingeridas por peixes?

Temos que ser responsáveis com o meio ambiente e pensar no impacto que nossas ações diárias têm na natureza.

Recuse sacolas plásticas sempre que possível!

11
jan

Reportagem do Fantástico sobre o impacto do plástico nos oceanos

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Ontem, o Fantástico exibiu uma reportagem de André Junqueira sobre o absurdo impacto do lixo humano e, em especial, do lixo plástico, nos oceanos. Recebemos hoje um relato emocionado de uma mãe que viu a filhinha de 8 anos chorar ao ver a matéria.

Cenas fortes de animais mortos e deformados por causa do lixo plástico mostraram o tamanho do problema do consumo excessivo e do descarte incorreto praticado em nossa sociedade atual.  O lixo viaja milhares de quilômetros pelas correntes marinhas e vai afetar focas e leões marinhos em pontos distantes, matando tartarugas, golfinhos e aves ao longo do caminho.

A reportagem abre com a chocante história do golfinho que morreu porque ingeriu sacos plásticos que o impediram de se alimentar. Ficamos sabendo também que, em cada dez tartarugas mortas, quatro morreram porque ingeriram plástico. Segundo o Projeto TAMAR, o plástico não é digerido pelas tartaruguinhas, que passam a ter dificuldade para mergulhar e morrem de inanição.

Outra imagem impressionante é do leito dos oceanos, cobertos de garrafas PET, latas e pedaços de sacolas plásticas. Triste de ver. O lixo que chega aos oceanos não tem origem apenas nas cidades costeiras. Ele chega também através dos rios que recebem dejetos e descartes e desembocam no mar.

São milhões de toneladas de lixo despejadas diariamente nos oceanos, diminuindo a biodiversidade marinha e afetando o equilíbrio natural. Nossas ações têm impactos que vão muito além daquilo que conseguimos ver. A sopa de plástico encontrada em meio ao Pacífico dá uma clara ideia disso. Como bem lembrou o pesquisador Charles Moore, que descobriu a sopa, o plástico não desaparece nunca, só quebra em vários pedacinhos.

Este trecho da entrevista com o Capitão Moore é muito interessante:

“Em um século, cem milhões de toneladas de plástico foram lançadas nos mares e pouco deve mudar. “Ninguém parece ter capacidade de ver um futuro sem plástico”, diz o capitão Moore. “Para que nos livremos da poluição do plástico. Pequenas mudanças não vão fazer a diferença”.”

Precisamos urgentemente mudar nossa forma de nos relacionar com o planeta. Felizmente, a sensibilidade de nossos filhos parece ser mais aguçada que a nossa e de nossos pais e avós neste sentido. No entanto, o futuro deles depende daquilo que fizermos hoje. É melhor começarmos!

16
nov

Flagrante

Publicado por: Saco é um Saco


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Nosso fotógrafo Jefferson Rudy flagrou esta tarde essa pobre pombinha, com uma sacola plástica agarrada a sua asa… triste de ver…

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