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25
ago

Cidade do México começa a cobrar pelas sacolas plásticas

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


A nova Lei de Resíduos Sólidos da Cidade do México estabelece que o comércio cobre pelas sacolas plásticas a partir do dia 19 de agosto. O governo da capital espera, assim, diminuir o consumo de sacolas de plástico, que, calcula-se, supera os 20 milhões de unidades diárias somente no Distrito Federal mexicano.

Os comerciantes da capital mexicana deverão cobrar as sacolas de plástico dos clientes – 3, 2 ou 1 peso, dependendo do estabelecimento -, que além disso deverão ser biodegradáveis. Do contrário, se arriscam a serem presos por 36 horas e pagar multas que variam de mil a 20 mil dias de salário mínimo mexicano.

A Lei de Resíduos Sólidos foi aprovada em agosto do ano passado. A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Distrito Federal dispôs de um ano para estudar e determinar todos os pormenores da legislação. Mas agora que a data chegou, poucos negócios estão preparados para a mudança e ainda não há consenso sobre as regras da nova lei – é o caso do que seja “biodegradável”. As críticas apontam que a lei deveria definir elementos como quais tecnologias de biodegradação serão aceitáveis, como será a fiscalização para a aplicação das sanções e como os consumidores poderão identificar as novas sacolas.

Para Alberto Couttlolenc, deputado do Partido Verde e presidente da Comissão de Meio Ambiente, “O problema no México é que 90% das sacolas são reutilizadas como saco de lixo e são recheadas com produtos orgânicos. Então as sacolas geram gás metano, que é 60% mais prejudicial ao ambiente que o CO2.” Os resíduos orgânicos contidos e encapsulados nas sacolas plásticas – que levam séculos para se decompor – acabam apodrecendo em lugar de biodegradar. A biodegradação gera emissão de CO2 e água, enquanto a decomposição gera CH4 (Metano) e água.

Uma mudança de hábitos no uso das sacolas plásticas entre as mais de 20 milhões de pessoas que habitam a região da Cidade do México e municípios próximos sem dúvida teria um efeito positivo para o meio ambiente da capital. De fato, um estudo recente da TNS Research International revela que os habitantes do Distrito Federal estão mais conscientes e preocupados com o meio ambiente do que o restante dos mexicanos. Imprecisões e ambiguidades à parte, parece que o público da capital está disposto a assumir o desafio ecológico.

A lei provavelmente será revista, para esclarecer pontos de dúvida. Mas sobre uma coisa não há discussão: as medidas para redução do consumo de sacolas plásticas são necessárias e as lei, que sempre trazem um período de adaptação antes de serem postas em vigor, devem ser observadas e cumpridas. Contar com a ineficácia da legislação e não fazer nada não é um comportamento responsável por parte do varejo, que precisa olhar além de seus lucros e eventuais custos de reorganizar seus sistemas e atividades – precisa olhar para a comunidade em que está inserido e que futuro esperamos.

25
ago

Café Filosófico sobre consumo sustentável na TV Cultura

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


É com muito prazer que informamos a exibição dos seguintes programas inéditos para o Café Filosófico do mês de Setembro na TV CULTURA as  22h.

Série com curadoria de Samyra Crespo:

Dia 05/09 as 22horas – CONSUMO: PREDATÓRIO OU CONSCIENTE?- Ricardo Guimarães
Dia 12/09 as 22horas -  SUSTENTABILIDADE AO NOSSO ALCANCE – Samyra Crespo, Angélica Moura
Goulart, Deise Moreira Paulo

A série de encontros Café Filosófico da CPFL Cultura promove momentos singulares e discussões memoráveis sobre temas relevantes para nosso País e nosso planeta. Durante a curadoria de Samyra Crespo – responsável pela campanha Saco é um Saco, o tema norteador foi o consumo sustentável. Acompanhadas de grandes  mentes da sustentabilidade e ética, Samyra  e CPFL Cultura nos trazem novos pontos de vista sobre assuntos tão urgentes.

Convidamos a todos a assistir as palestras selecionadas pelo projeto.

26
jul

70% do lixo encontrado nos oceanos é PLÁSTICO

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Ontem, 25/07, o Fantástico exibiu matéria acerca do enorme acúmulo de lixo nos oceanos, trazendo um dado alarmante: cerca de 70% do lixo encontrado é composto por objetos plásticos.

A sopa de lixo no Pacífico foi identificada há alguns anos, dando uma ideia mais realista sobre o impacto ambiental que o lixo que produzimos causa aos oceanos. A mancha de lixo flutuante tem o tamanho de dois Estados Unidos e dez metros de profundidade. O lixo reunido pelas correntes marinhas naquela extensão entre a América do Norte e o Japão vem  de embarcações e plataformas petrolíferas, mas, principalmente, dos continentes.

O arquipélago do Havaí sofre com o lixo despejado nos mares, recebendo em suas praias toneladas desta poluição. O veleiro Plastiki, feito com 12,5 mil garrafas plásticas, saiu dos EUA em direção à Austrália para chamar a atenção para este problema. Ao passar pelo Havaí, encontrou aquela que pode ser a praia mais suja do mundo, no Atol de Midway.

Midway recebe, todos os anos, 1,5 milhão de albatrozes. Durante sete meses, os filhotes ficam na ilha a espera de alimento trazido pelos pais. No entanto, o que mais chega aos estômagos destes animais são objetos – inacreditáveis! – de plástico, causando a morte de milhares de aves. A mergulhadora Morgan Hoesterey realizou um experimento simples: durante uma hora, recolheu apenas objetos plásticos reconhecíveis encontrados dentro das carcaças de albatrozes que encontrou pela praia. O resultado é inimaginável: dezenas de isqueiros, bolas de golfe, anzóis, brinquedos, tampas de garrafa, centenas de escovas de dentes e até cartuchos de impressora! E ela recolheu apenas objetos reconhecíveis – as sacolas plásticas, que certamente também faziam parte da dieta destas aves, não foram recolhidas…

Com certeza não queremos ser os responsáveis por cenas tristes como estas. Para mudar esse cenário, só o consumo sustentável e a reciclagem podem ajudar. Consumir de maneira sustentável é comprar apenas aquilo que necessitamos, dar preferência a produtos duráveis, produzidos a partir de material reciclado ou com alta reciclabilidade, é se preocupar com a forma como aquele item foi produzido e se a empresa é responsável com o meio ambiente e seus trabalhadores. Depois de atingir o final de sua vida útil, é fundamental encaminhar o produto para reciclagem, de modo a manter a matéria-prima utilizada no ciclo produtivo, evitando que tenha de ser descartada em um aterro ou – pior dos mundos – acabe no oceano e no estômago de animais.

É preciso mudar nossos hábitos de consumo, urgentemente! Faça sua parte. Dê o exemplo.

26
jul

O exemplo de Xanxerê contagia mais 5 cidades!

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Xanxerê, em Santa Catarina, foi a primeira cidade do Brasil a banir sacolas plásticas de maneira voluntária: sem que qualquer lei fosse necessária, a comunidade de Xanxerê, seu governo e seus varejistas, se uniram para reduzir o impacto ambiental causado pelas sacolas plásticas e, coletivamente, baniram o item de seu cotidiano. Cerca de 1 milhão de sacolas plásticas deixam de ser consumidas e descartadas por mês na cidade!

Depois da bem-sucedida iniciativa, outras 14 cidades dos arredores adotaram o modelo de Xanxerê e mais 5 estão em vias de iniciar suas experiências.

Abaixo, flyer elaborado pelo Lions do Distrito LD 8, parabenizando a iniciativa de Xanxerê e também estimulando a adoção de sacolas retornáveis e a recusa de sacolas plásticas.

O Jornal Zero Hora também comentou a boa experiência catarinense e falou das alternativas para acondicionamento de compras e lixo. Acesse a matéria aqui: Zero Hora – Julho 2010.

09
jul

Contaminação de ecobags

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Na última semana, a Folha Online divulgou pesquisa realizada nos Estados Unidos demonstrando o risco de contaminação cruzada de alimentos carregados em sacolas retornáveis – as ecobags. As sacolas, utilizadas diversas vezes, podem conter bactérias como a E. Colli e Salmonela, contaminando alimentos crus transportados nelas.

Esta pesquisa foi um alerta mesmo para nós, da campanha Saco é um Saco, da necessidade de não apenas estimular o uso de sacolas retornáveis em lugar das sacolas plásticas, mas também de orientar como este uso deve ser feito.

É FUNDAMENTAL LAVAR AS ECOBAGS!

Feitas dos mais diferentes materiais mas geralmente de lona ou tecido, as ecobags são, obviamente, passíveis de ficarem sujas. Com o uso continuado, o contato com diversos produtos, com o chão do carro, o chão de casa, o caixa do supermercado, é de se esperar que carreguemos para casa mais do que nossas compras…

De acordo com o estudo, 97% das pessoas questionadas nunca havia lavado as sacolas. Uma limpeza bem feita poderia matar quase todas as bactérias que se acumulam nas sacolas, informaram os pesquisadores. Outro toque importante dos pesquisadores é separar as sacolas usadas para transportar alimentos crus das demais e não carregar itens como roupas e livros nas sacolas de comida.

Para transportar produtos molhados ou congelados, sugerimos o uso de um saquinho de plástico (sim, um saquinho plástico!). Este saquinho pode ser lavado, colocado para secar e reutilizado indefinidamente. Não há razão para não utilizarmos soluções práticas desenvolvidas e disponíveis, como é o caso de um saquinho plástico – é importante apenas usá-las conscientemente, pensando no impacto causado ao meio ambiente. Um saquinho só, reutilizado muitas vezes, ajuda e não traz dano à natureza.

Novos hábitos trazem a necessidade de adequação, adaptação. Vivendo e aprendendo. Usar sacolas retornáveis é sinônimo de saúde para o meio ambiente, mas deve ser sinônimo de saúde também para nós. Portanto, lave sua ecobag com frequência!

03
jun

Gisele Bündchen adere à campanha Saco é um Saco!!

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


 

A übermodel Gisele Bündchen aderiu à campanha Saco é um Saco, divulgando a mensagem em seu blog: http://blog.giselebundchen.com.br/!

É isso aí, obrigada, Gisele! Temos certeza que com sua ajuda, mais e mais brasileiros se sensbilizarão e perceberão que deixar de usar sacolas plásticas não é tão difícil assim, está na moda e ajuda muito o meio ambiente!

07
mai

Sacolas plásticas no Jornal Nacional

Publicado por: Saco é um Saco


Esta semana, o Jornal Nacional apresentou uma série de reportagens sobre a ameaça ambiental que não depende de acidentes para provocar estragos: a produção descontrolada de lixo.

Uma questão importantíssima e muito bem retratada pelo noticiário, o aumento do volume de lixo é consequência natural do crescimento populacional e do poder aquisitivo desta população. No Brasil, novos consumidores ávidos por produtos que antes não estavam ao seu alcance financeiro, surgem à medida que mais pessoas saem da linha de pobreza e atingem a classe média. Um maior consumo é sinônimo de mais lixo: mais embalagens, troca mais rápida de bens, etc.

Ontem, o JN mostrou a questão do consumo excessivo de sacolas plásticas e soluções encontradas por supermercadistas e outros varejistas para ajudar o consumidor a diminuir a quantidade de sacolas que leva para casa. Sacolas retornáveis, caixas de papelão, deixar as embalagens desnecessárias para encaminhar à reciclagem – são inúmeras as alternativas para reduzir o uso de sacolas plásticas. Até mesmo os fabricantes de produtos em geral estão preocupados com a situação, diminuindo suas embalagens ou incluindo alças de transporte dos produtos (caso do papel higiênico Neve, da empresa parceira da campanha Saco é um Saco, Kimberly-Clark).

Assista à reportagem e conheça essas e outras iniciativas importantes para mudarmos nossos hábitos e a herança que deixaremos para o planeta!

Saco é um saco!! Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você!

26
abr

Sacolas plásticas na Grande Família!

Publicado por: Saco é um Saco


No epsódio do dia 8 de abril – “Xô, perereca!”, a Grande Família discutiu a questão do consumo exagerado de sacolas plásticas! Você assistiu??

04
jan

Washington cobra imposto sobre uso de saco plástico

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Notícia do dia 31 de dezembro de 2009, o site G1 informa que a cidade de Washington, capital dos Estados Unidos, passará a cobrar um imposto de cinco centavos de dólar sobre cada saco plástico utilizado em compras de supermercado. O valor arrecadado será destinado ao financiamento da despoluição do rio Anacostia, que desemboca no Potomac, em Washington.

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Foto: Reusablebags.com

“Este imposto sobre sacos plásticos é o primeiro deste tipo” nos Estados Unidos, destacou a prefeitura em um comunicado.

A cidade de São Francisco proibiu os sacos plásticos e determinou sua substituição por bolsas de papel nos supermercados em 2008, e Seattle teve seu imposto derrubado por um referendo.

“Firmei esta lei com o objetivo de reduzir o volume de sacos plásticos que contaminam nossos rios. Queremos que todo o mundo saiba que se pode salvar o rio e poupar cinco centavos levando sua própria bolsa de compras”, destacou o prefeito de Washington, Adrian Fenty.

Segundo os fabricantes de sacos plásticos, a decisão deve custar às famílias de Washington “cinco milhões de dólares em 2010″.

O interessante é notar que mais e mais cidades e estados ao redor do mundo tomam decisões na direção de restringir ou banir o uso de sacolas plásticas, vistas como um item que contribui para a poluição das cidades, rios e florestas, e uma comodidade ultrapassada. 2010 abre um novo momento na história da humanidade: o momento em que percebemos que não há mais um futuro no qual deveremos nos preocupar com o meio ambiente, mas sim um agora.

Desejamos um 2010 consciente a todos os seres humanos!!

04
jan

Homem Sacola na São Silvestre

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


O Homem Sacola, o personagem criado pelo Projeto Beija-Flor e apoiador da campanha Saco é um Saco,  participou da São Silvestre, em São Paulo, no último dia de 2009.

Vestido com uma roupa contendo 66 sacolas plásticas recolhidas das ruas, o ambientalista, empresário e idealizador do Projeto Beija-Flor, Marcos Avlis, dá vida ao “Homem Sacola”, nome inventado na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental, em Brasília, onde o personagem virou atração e despertou a atenção de organizações não-governamentais, ambientalistas e autoridades.

O personagem surgiu no Projeto Beija-Flor, que combate o uso indiscriminado de sacolas plásticas e propõe a substituição por sacolas retornáveis. O projeto surgiu em Jacareí em dezembro de 2008. De lá para cá lançou o Boletim Ambiental (com questões do setor), a Turminha Ecolegal, que trabalha a questão ambiental (através de peças de teatro e Histórias em Quadrinho) e trabalha com ecoprodutos, como as bolsas retornáveis (feitas de algodão cru) e as composteiras domésticas.

Na São Silvestre, o “Homem Sacola’ circulou entre os atletas, fazendo conscientização ambiental e distribuindo impressos.

*Williams Clementino de Sousa – Apoiador do Projeto Beija-Flor

(Estamos aguardando fotos de mais esta empreitada do Homem Sacola!!)

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