MMA


Postado ‘alternativas’

24
ago

Saquinho de jornal

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


A grande questão quando falamos em recusar sacolas plásticas é “mas o que vou fazer com o meu lixo??”. Esta semana, recebemos um email com uma sugestão bem interessante, que pode servir como alternativa barata e bem menos agressiva ao meio ambiente: o saquinho de lixo de jornal!

A técnica do origami permite produzir um invólucro resistente – usando mais de uma folha, se garante que o líquido produzido pelo lixo úmido não escorra – e biodegradável.

Seguem as instruções:

Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

Vire a dobradura “de barriga para baixo”, escondendo a aba que você acabou de dobrar.

Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:

Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!

Que tal?

Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

E aí, o que acharam? Contem pra gente a experiência!

30
jul

Uma ótima idéia

Publicado por: Saco é um Saco


Quando falamos em sacos e sacolas plásticas, temos o costume de pensar só nas  sacolinhas de supermercado e esquecemos que praticamente tudo hoje vem envolto em filme plástico. Desde a revista na banca até o estofamento do carro novo, a geladeira, e até os chicletes! Tudo isso se enquadra na categoria “sacos plásticos”.

Um empresário gaúcho, que gerava em seu negócio toneladas de sacos plásticos por mês, teve essa excelente ideia de transformar o seu resíduo em algo útil. Não sabemos quando esta matéria foi ao ar, mas resolvemos publicá-la para que mais pessoas conheçam esta experiência super benéfica para o meio ambiente.

Quem sabe mais empresários possam implementá-la? Fica a dica.

26
jul

O exemplo de Xanxerê contagia mais 5 cidades!

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Xanxerê, em Santa Catarina, foi a primeira cidade do Brasil a banir sacolas plásticas de maneira voluntária: sem que qualquer lei fosse necessária, a comunidade de Xanxerê, seu governo e seus varejistas, se uniram para reduzir o impacto ambiental causado pelas sacolas plásticas e, coletivamente, baniram o item de seu cotidiano. Cerca de 1 milhão de sacolas plásticas deixam de ser consumidas e descartadas por mês na cidade!

Depois da bem-sucedida iniciativa, outras 14 cidades dos arredores adotaram o modelo de Xanxerê e mais 5 estão em vias de iniciar suas experiências.

Abaixo, flyer elaborado pelo Lions do Distrito LD 8, parabenizando a iniciativa de Xanxerê e também estimulando a adoção de sacolas retornáveis e a recusa de sacolas plásticas.

O Jornal Zero Hora também comentou a boa experiência catarinense e falou das alternativas para acondicionamento de compras e lixo. Acesse a matéria aqui: Zero Hora – Julho 2010.

29
jun

Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Aconteceu em Brasília entre os dias 16 e 20 de junho, a VII Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo. Organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Incra, foi um belo exemplo de como um centro de compras consegue adotar práticas sustentáveis de maneiras bem simples, como a utilização de sacolas retornáveis, práticos carrinhos de compras e estações de coleta seletiva.

A feira ocorre desde 2004, e já foi realizada em Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Em 2005, os organizadores resolveram fazer alguma coisa para diminuir o uso de sacolas plásticas que eram usadas no evento. De 2005 a 2009, as compras realizadas na feira eram acondicionadas em sacolas de papel, fornecidas pela organização e expositores. Além disso, os visitantes tinham a disposição carrinhos de supermercado para facilitar as compras e a locomoção no evento.

Em 2010, a Feira resolveu inovar, na entrada da feira eram distribuídas sacolas retornáveis feitas em algodão e com capacidade para 30kg.O consumidor chegava aos estandes para as compras já com a “ecobag” nas mãos. Os carrinhos também estavam disponíveis, porém numa versão menor. Segundo a organização da feira foram distribuídas 90.000 sacolas nos 5 dias de evento

.

Fotos: Eduardo Aigner/Arquivo MDA

21
jun

Tijolos de plástico reciclado

Publicado por: Equipe de Consumo Sustentável do MMA


Lembra da época em que você brincava com joguinhos de encaixar? Encaixando bloquinhos, logo sua casinha estava pronta! Em cima desse conceito, a empresa Ecomat Research criou seus tijolos encaixáveis – feitos de plástico reciclado!

Os tijolos podem ser usados na construção de casas e prédios, de forma muito simples: é só ir encaixando um no outro. Segundo a empresa, os novos tijolos oferecem isolamento térmico, acústico e ainda protegem contra terremotos.

Analisando pelo ótica da engenharia civil, os tijolos de plástico reciclado são uma grande novidade. Olhando pelo lado da sustentabilidade, eles são ainda melhor!

Por serem “encaixáveis”, dispensam materiais usados nas construções convencionais como vigas e cimento, o que representa economia nos gastos e insumos nas construções – nunca é demais lembrar que a construção civil é responsável pela extração de 35% de minérios e outras matérias-primas.

Como são feitos de plástico reciclado, impedem que o plástico descartado chegue à natureza ou acabe em bueiros, dando uma nova utilidade a ele. Além disso, são mais leves, auxiliando na logística de distribuição, havendo uma redução do uso dos combustíveis fósseis, e por conseguinte, uma menor taxa de emissão de CO2.

A pergunta que não quer calar agora é: “Com quantas sacolinhas plásticas se faz uma casa??”.

Quer saber mais sobe esta invenção inovadora? Acesse o site da empresa: http://www.ecomatresearch.com/

07
mai

Sacolas plásticas no Jornal Nacional

Publicado por: Saco é um Saco


Esta semana, o Jornal Nacional apresentou uma série de reportagens sobre a ameaça ambiental que não depende de acidentes para provocar estragos: a produção descontrolada de lixo.

Uma questão importantíssima e muito bem retratada pelo noticiário, o aumento do volume de lixo é consequência natural do crescimento populacional e do poder aquisitivo desta população. No Brasil, novos consumidores ávidos por produtos que antes não estavam ao seu alcance financeiro, surgem à medida que mais pessoas saem da linha de pobreza e atingem a classe média. Um maior consumo é sinônimo de mais lixo: mais embalagens, troca mais rápida de bens, etc.

Ontem, o JN mostrou a questão do consumo excessivo de sacolas plásticas e soluções encontradas por supermercadistas e outros varejistas para ajudar o consumidor a diminuir a quantidade de sacolas que leva para casa. Sacolas retornáveis, caixas de papelão, deixar as embalagens desnecessárias para encaminhar à reciclagem – são inúmeras as alternativas para reduzir o uso de sacolas plásticas. Até mesmo os fabricantes de produtos em geral estão preocupados com a situação, diminuindo suas embalagens ou incluindo alças de transporte dos produtos (caso do papel higiênico Neve, da empresa parceira da campanha Saco é um Saco, Kimberly-Clark).

Assista à reportagem e conheça essas e outras iniciativas importantes para mudarmos nossos hábitos e a herança que deixaremos para o planeta!

Saco é um saco!! Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você!

12
nov

ECO Mais: Uma experiência do Dia Sem Sacolas Plásticas

Publicado por: Saco é um Saco


Inspirada pela divulgação do Dia do Consumidor Consciente, a rede de Supermercados Enxuto, do interior de São Paulo, promoveu uma ação que merece destaque: no dia 14 de outubro, lançou o “ECO Mais: Um dia sem sacolas plásticas” e retirou TODAS AS SACOLAS PLÁSTICAS de suas lojas!

Para sermos mais exatos, o supermercado guardou as sacolas longe das vistas dos consumidores e ofereceu alternativas: caixas de papelão gratuitas e sacolas retornáveis a venda por preços acessíveis. Juntamente com a ação das sacolas, os colaboradores deixaram de usar copos plásticos, substituindo-os por copos de vidro e outros materiais que não descartáveis.

Esta ação teve o intuito de conscientizar a população e os colaboradores da necessidade de usar de maneira racional as sacolas plásticas, e, por conseguinte, diminuir o impacto que elas causam quando não recebem a destinação correta. E o resultado foi incrível!

Tanto os consumidores quantos os funcionários, vestiram a camisa da campanha. Várias pessoas fizeram questão de deixar seus depoimentos e impressões sobre esta idéia, como Antônia Elza Ozello, cliente de Limeira: “Achei ótimo. Assim, preservamos a natureza e fazemos um futuro melhor. A partir de agora, vou deixar minha sacola retornável no carro e vou sempre trazê-la às compras”.

fotos-eco-mais-limeira

Em toda a rede, neste dia, foram economizadas 64.260 sacolas plásticas! No mundo, quase 1 trilhão de sacolas são consumidas por ano, a grande maioria usada só uma vez. Cerca de 120 milhões de barris de petróleo são extraídos, convertidos em sacolas que depois são jogadas no lixo. Quando comparamos os resultados da campanha com o consumo mundial, pode não parecer grande coisa, mas expressa uma quebra de paradigma e uma mudança de consciência, que daqui a pouco tempo poderá transformar o cenário do consumo de sacolas plásticas.

supermercado-sem-sacola-1024x409

A experiência teve uma superdivulgação pela imprensa local e recebeu muitos elogios. Gostou do exemplo? Tem uma rede de farmácias ou de pequenos mercados? Conhece alguém que tem uma quitanda? Que tal tentar implementar uma ação como esta e ajudar a diminuir o impacto das sacolas no meio ambiente??

04
nov

Saco é um Saco na I Mostra Nacional Ambiental do IBAMA

Publicado por: Saco é um Saco


Esta semana, o Ibama comemora seus 20 anos de existência e luta em favor do meio ambiente com um grande evento: a I Mostra Nacional Ambiental.

A Mostra, que ocorre de 03 a 07 de novembro na sede do Ibama em Brasília, apresenta inúmeras experiências de empresas que atuam em harmonia com o meio ambiente, além de artesanato e um corredor – o Corredor dos Sentidos – onde o visitante pode experimentar os sons e cheiros da natureza. A Mostra também permite ao visitante observar as mazelas causadas pelo homem quando age de maneira irresponsável em relação aos recursos naturais, fauna e biomas.

Neste espírito, a campanha Saco é um Saco entrou no coro da turma do Ibama para chamar a ateção aos danos que as sacolas plásticas trazem aos animais, oceanos, rios, matas e cidades. 12 mil crianças da rede pública de ensino do DF passarão pela Mostra e poderão ver a instalação de sacolas retornáveis que montamos lá, além de receberem material informativo e ouvir dicas sobre como diminuir o consumo de sacolas plásticas em casa – crianças, como todos sabem, são os melhores mini-fiscais da natureza do mundo! Elas ficam de olho nos pais e cobram mesmo a atitude correta!

O Ministro Minc visitou a feira ontem e parou em nossa instalação, onde ganhou uma sacola da campanha produzida pela parceira CPFL.

ibama_0088-1024x687

A Mostra vai até este sábado, com várias apresentações culturais e aberta a todos – a entrada é franca! Aproveitem!

21
set

Era dos Polímeros Biodegradáveis

Publicado por: Saco é um Saco


Este é mais um post especial, escrito pelo Prof. Guilhermino Fechine, da Universidade Mackenzie.

Neste texto, o prof. Fechine nos explica que os polímeros biodegradáveis – plásticos são polímeros – não são a solução única para o impacto ambiental dos plásticos, e que tudo depende da aplicação: produtos descartáveis e biodegradáveis são interessantes, mas o plástico convencional é mais indicado para produtos que precisam durar.  No final das contas, tudo gira em torno do consumo consciente e da correta destinação dos resíduos.

__________________________________________________________________________

A todo o momento, a comunidade mundial é vista diante discussões sobre o uso de polímeros biodegradáveis (PB’s) a fim de esclarecer se esses são a solução para diminuição da poluição ambiental e escassez de fonte de matéria-prima não-renováveis. Do ponto de vista sobre a escassez de matéria-prima não-renovável (petróleo), sabe-se que a produção de plásticos no mundo consome apenas cerca de 4% do petróleo. Desta forma, a contínua produção de polímeros a partir do petróleo não será o principal vilão do esgotamento dessa matéria-prima, como normalmente, as pessoas acreditam que seja. Contudo, este fato não justifica que esses polímeros sejam subaproveitados com apenas uma única utilização desperdiçando a energia contida em todo seu processo de obtenção e processamento. A melhor saída para esses casos é que esses materiais sejam reciclados, retornando a comunidade na forma de produtos ou de energia.

No caso dos polímeros biodegradáveis (PB), incluindo os obtidos a partir de fontes renováveis ou não, primeiramente há a necessidade de avaliar o tipo de aplicação que se pretende atender. Sacolas plásticas, materiais para sutura médica, filmes para recobrimento de plantações e materiais descartáveis no geral são casos em que se prevê situações concretas para utilização de PB’s, principalmente aqueles obtidos por fontes renováveis. Porém, sabe-se que o processo de biodegradação depende de vários fatores, e que este só ocorrerá em situações bem específicas. Ou seja, o crescimento da produção de PB’s terá que ser acompanhada com o aumento da infraestrutura de coleta e descarte de resíduos sólidos, senão muitos dos PB’s descartados nunca irão se decompor, nem voltar ao ciclo de “carbono”, tornando-se vilões idênticos aos polímeros convencionais no que diz respeito à poluição ambiental e volume em aterros sanitários. Este é um fato bastante preocupante, porque a grande maioria das cidades brasileiras não possui um sistema efetivo de gerenciamento de resíduos sólidos, nem se tem à disposição um grande número de usinas de compostagem.

Num momento não muito distante, poderá ser mencionado que o mundo no final do século 20 começou a ser invadido pela a Era dos Polímeros Biodegradáveis, inicialmente devido ao apelo ambiental e posteriormente pelo desenvolvimento tecnológico na área de síntese e processamento desse tipo de polímeros. A população em geral, a comunidade acadêmica e as indústrias terão que se adaptar e conviver com os plásticos biodegradáveis, além de rever os conceitos relativos a eles, por que num futuro muito próximo a presença destes poderá ser não só uma saída para a diminuição do acúmulo de material plástico em lixões, mas também uma alternativa de substituição dos plásticos não-biodegradáveis obtidos por fontes não-renováveis.

Professor Guilhermino Fechine
Universidade Mackenzie

17
ago

Com que sacola eu vou??

Publicado por: Saco é um Saco


Iniciamos hoje a série de posts escritos por diversos especialistas em consumo consciente, plásticos e outros temas afins, para dar ainda mais informações e dicas para reduzirmos nosso consumo de sacolas plásticas.

O post de hoje foi escrito pela equipe do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, nossos parceiros de campanha e em todas as ações de consumo sustentável no Ministério do Meio Ambiente.

Aproveitem!

____________________________________________________________________

Com que sacola eu vou??

A campanha “Saco é um saco” tem como objetivo reduzir o consumo das sacolas plásticas no Brasil, que hoje chega aos 12 bilhões de unidades por ano. Muitas pessoas estão repensando seus hábitos de consumo e buscando alternativas. Para os consumidores que decidiram mudar de atitude, fica a pergunta: qual a melhor maneira de substituir as sacolas plásticas para carregar as compras?

“Na hora de adotar novos hábitos, é importante que cada pessoa encontre as soluções mais práticas no seu dia-a-dia. Assim, poderá manter as novas atitudes por muito tempo, sem precisar fazer sacrifícios”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. Veja abaixo como os consumidores estão descobrindo novas maneiras de carregar suas compras, aproveitando as vantagens de cada uma delas.

Ecobags e sacolas de lona
A professora Selma Teixeira, de 56 anos, deixou de pegar sacolinhas extras para utilizar como saco de lixo em casa. “Eu sempre juntava sacolas para reaproveitar em casa. Depois, percebi que era bobagem fazer isso. Eu não estava economizando, mas poluindo ainda mais”, afirma.

Atualmente, Selma prefere utilizar as sacolas retornáveis, feitas de plástico resistente ou algodão, também conhecidas como ecobags, que são vendidas em supermercados, livrarias, farmácias e feiras. Em São Paulo, os preços costumam variar entre R$ 3 e R$ 10, de acordo com o tamanho e o material de que são feitas. As tradicionais sacolas de lona custam em torno de R$ 2.

Embora a ecobag seja mais resistente que as sacolinhas plásticas, Selma afirma que o produto também tem as suas desvantagens. “Como as sacolas são maiores do que as oferecidas nos mercados, a gente acaba comprando mais coisas do que devia e só na hora em que vamos levar para casa é que percebemos, por causa do peso”.
Assim como a professora, quem deixa de utilizar as sacolinhas dos supermercados busca alternativas para colocar o lixo em casa. Segundo especialistas do setor, os materiais recicláveis separados para a coleta seletiva podem ser acondicionados em caixas de papelão. Quanto ao lixo orgânico, é melhor usar os sacos plásticos próprios para lixo, pois muitas vezes são produzidos a partir de material reciclado. Os sacos do supermercado, pelo fato de entrarem em contato com alimentos, têm de ser produzidos a partir de matéria-prima virgem.

Carrinho de feira
A opção da educadora Regiane Souza, de 28 anos, é o velho e bom carrinho de feira. Os carrinhos atuais são fabricados com materiais leves, como, por exemplo, o alumínio, e possuem diversas cores e tamanhos. Os modelos mais simples podem ser encontrados em hipermercados e feiras por cerca de R$ 40. Outros modelos são vedados e mais parecem uma mochila escolar com rodinhas, e custam em torno de R$ 90. “Com o carrinho, eu distribuo melhor o peso dos alimentos. Levo as compras sem prejudicar a minha saúde carregando peso e sem prejudicar o meio ambiente”, afirma Regiane.

Quando não é possível levar seu carrinho de feira para fazer as compras no supermercado, ela prefere utilizar o carrinho do próprio estabelecimento que costuma freqüentar. “Pego emprestado o carrinho deles, deixo as compras em casa e depois devolvo o carrinho”, conta. “Pode parecer estranho, mas isso é uma boa opção quando o meu carrinho está emprestado, quebrado ou quando eu saio para fazer as compras direto do trabalho”. Ela lembra também que alguns estabelecimentos comerciais disponibilizam um funcionário para acompanhar o cliente até em casa e levar o carrinho de volta ao supermercado. Mas, neste caso, é preciso pagar uma pequena quantia ao ajudante, que varia de R$ 5 a R$10.

Ecobags X carrinhos
Mesmo com os carrinhos mais modernos, há quem prefira as sacolas ecologicamente corretas, como a estudante de moda Cássia Tanaka, de 24 anos. “As ecobags são mais bonitas que as tradicionais sacolas e não são caras. Além disso, com elas você não corre o risco de a roda do carrinho travar nos buracos ou quebrar. Mas, a ecobag também não é perfeita”, afirma.

Segundo Cássia, a vantagem do carrinho é poder organizar melhor as compras. “Na sacola, por causa do peso, você não pode exagerar nas compras e tem de fazer uma ‘gestão’ do que está comprando. Não dá para comprar por impulso, porque você tem que colocar os alimentos mais pesados e que não amassam no fundo, e os menores e mais frágeis em cima. Caso a compra seja composta por alimentos úmidos, o melhor mesmo é levar uma ecobag mais antiga para colocar esses produtos”, explica Cássia.

Caixas de papelão
Para as pessoas que moram perto do supermercado ou vão às compras de carro, a dica é pedir ao supermercado uma caixa de papelão que embala os produtos enviados pelos fabricantes aos supermercados. Quem já aderiu a essa idéia foi a jornalista Roberta Lotti, de 28 anos. “As caixas são ótimas quando são colocadas no carro. Além de acomodarem melhor os alimentos, elas não têm custo, porque são doadas pelos supermercados. Mas, para levar a pé, não recomendo”, avisa Roberta. Quando faz compras menores em farmácias ou livrarias, Roberta opta por guardar os produtos dentro da bolsa, evitando assim o uso da sacola plástica.

A própria mochila
Uma boa alternativa para levar as compras sem recorrer a sacolas é fazer como o administrador de empresas Fernando Esteves, de 25 anos, que opta pela própria mochila. Ele conta que adquiriu o hábito quando morou em Londres, em 2008. “Eu aproveitava a mochila que levava para o trabalho para colocar as compras. Isso facilitava na volta para casa, pois podia me locomover melhor e me segurar dentro do ônibus sem tomar sustos durante o trajeto até em casa. Sem contar que eu não precisava juntar um monte de sacolas plásticas”, lembra.

Assim como qualquer outra opção, entretanto, sempre há algumas desvantagens. “Por caber mais coisas, eu acabava me empolgando e comprando além do que deveria. E os produtos mais frágeis, como pão e bolo, chegavam um pouco amassados”, explica.

Diante de tantas alternativas, adequadas aos diferentes estilos de vida, com que sacola — ou carrinho — você vai às próximas compras?

akatu

akatu

  • RSS
  • YOUTUBE
  • Saco de idias
  • TWITTER
  • FAA PARTE
  • PEGADA ECOLGICA - WWF