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23 fev |
Saco é um Saco – Made in China |
Estive na China no mês passado e tive a oportunidade de observar o boom do crescimento econômico desse país, no entanto essa transformação é chocante, pois se trata de 1,3 bilhão de pessoas, ou seja, 20% da humanidade. A rapidez com que essas pessoas mudam estilos de vida e aumentam o consumo é assustador. Se os chineses estiverem no rumo de realizar o sonho americano do consumo, que foi a percepção que eu tive, realmente é muito preocupante.
Mais consumo significa mais lixo e o resultado final é claro, prejuízo e danos ambientais. Segundo o World Watch Institute, estima-se que a China produz a cada ano 150 milhões de toneladas de lixo, o equivalente a 15% do total mundial. A previsão do Governo de Pequim é que o volume do lixo urbano chegue a 400 milhões de toneladas em 2020, o equivalente a tudo que foi produzido em 1997.
A maior parte do lixo na China não é reciclada e termina em aterros sanitários ou em lixões espalhados pelo País. Cerca de 7 bilhões de toneladas de lixo se acumulam sem receber tratamento adequado. Segundo estatísticas oficiais, 70% do lixo está em aterros sanitários, enquanto 20% são queimados e usados como adubo, e apenas 10% são reciclados.
O lixo produzido nas atividades cotidianas dos chineses é enorme. Só em sacolas plásticas são 3 bilhões por dia, a maioria das quais descartadas de maneira inadequada provoca severos impactos ambientais. O uso de sacolas de plástico começou a ser coibido em julho de 2008, quando entrou em vigor a lei que obriga todos os estabelecimentos comerciais a cobrarem pelo produto, para estimular o uso de sacolas de pano, reutilizáveis. Antes de a medida começar a valer, vários supermercados de Pequim começaram campanhas de conscientização de seus clientes que incluíam a venda ou a doação de novas sacolas.
Em alguns supermercados e centros de compras, notei que apesar da proibição, a lei não é tão espartana assim, estes acabam fornecendo uma ou outra sacolinha. No entanto, a lei funciona razoavelmente bem, pois boa parte da população leva suas sacolinhas de pano para as compras. Nos supermercados, as poucas sacolas distribuídas suportam até 8 kg, e mais, a empacotadora aproveita a capacidade total da sacolinha. Já em outros lugares turísticos, como a principal loja de souvenir da cidade proibida, a cobrança pelas sacolas, alguns cents de yuans, e todo mundo paga sem reclamar. Sei que o valor é irrisório, mas considero muito importante, principalmente por ser um ponto turístico, a redução do uso desse material deve ser global.
Em Pequim, também não existe a discussão da alternativa de sacolas oxi-biodegradável ou de sacolas biodegradáveis. Foi proibido e pronto! Não existe alternativa ou acaba o consumo de saco plástico ou acelera a bomba relógio do descarte de lixo na China.
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11 fev |
Teco Padaratz também acha que Saco é um Saco!! |
Campeão do World Qualification Series – WQS de 92 e 99.
Comentarista dos maiores circuitos de surf mundial.
Pegou para si a organização da etapa brasileira do WCT, criando o Hang Loose S.C. Pro, que se tornou referência para todas as outras etapas do campeonato mundial de surf.
Vocalista da banda El Niño.
Se você ainda não sabe de quem estamos falando, está por fora dos últimos 10 anos do surf brasileiro! Teco Padaratz é o nome deste mestre do surf e referência brasileira lá fora sobre o assunto, além de mais novo apoiador da campanha Saco é um Saco.
Quando se fala em verão, o consenso é PRAIA. E é no verão, que elas são inundadas por turistas e nativos que desfrutam suas férias… O problema é: com o aumento do número de frequentadores, aumenta também a quantidade de lixo produzido. E muitas vezes, estes resíduos ficam por lá mesmo.
Pensando nisso, buscamos o apoio de um grande conhecedor e defensor das praias para nos ajudar na conscientização dessa turma. É importante recolher o lixo e, em especial, os sacos e sacolinhas plásticas que levamos para a praia. A Band Floripa, apoiadora da campanha, fez contato com o Teco, que ficou amarradão na ideia e gravou 3 spots para rádio com mensagens sobre o consumo consciente de sacolas plásticas neste verão! Vamos espalhar estas mensagens por todo o Brasil!
Escute os nossos mais novos spots e fique ligado na sua rádio!
Campanha Saco é um saco Teco Padaratz - 1 Campanha Saco é um saco Teco Padaratz - 2 Campanha Saco é um saco Teco Padaratz - 3|
08 fev |
Quanto custa uma ecobag? |
Quanto custa uma ecobag?
Fernanda Altoé Daltro
Coordenadora Técnica da Campanha “Saco é um Saco” do Ministério do Meio Ambiente
Artigo publicado na Revista Eco21 – Edição de Dezembro de 2009
O mercado de ecobags só cresce. As maiores redes de supermercados já venderam, juntas, mais de 4 milhões de sacolas plásticas. Nos últimos dois anos, tanto se falou sobre os impactos ambientais das sacolas plásticas que, a julgar pelos números de ecobags vendidas, a sociedade brasileira parece ter internalizado a mensagem. Seria sinal dos tempos: as sacolas não são vendidas apenas por serem bonitas, mas especialmente por ser a melhor alternativa para transporte de compras que dispensa as sacolas plásticas?
Talvez seja cedo para avaliar, mas o fato é que as sacolas retornáveis caíram no gosto popular e conquistam cada vez mais brasileiros e têm substituído com estilo as famigeradas sacolas plásticas em feiras, supermercados e shoppings centers. Elas têm os mais diferentes formatos, cores e tipos, e são feitas dos mais diversos materiais: tactel, juta, lona reciclada, algodão cru, algodão orgânico, ráfia, tecidos estampados, lisos, listrados, em tamanho pequeno, grande, médio ou gigante.
Observando o crescimento da demanda, comerciantes em geral – desde hipermercados, farmácias, padarias, até lojas de grife – têm oferecido inúmeras opções de sacolas retornáveis a seus clientes, a preços bem variados… Há sacolas de R$ 1,00, mas há também as de R$ 2,50, R$ 4,50, R$ 5, R$ 10, R$ 14 e até de R$ 60 ou mais! O preço das ecobags mostra que o negócio, inicialmente com motivação ambiental, tornou-se fonte de renda, mais um item de venda nas lojas.
Estes preços têm desencorajado consumidores que querem fazer a coisa certa – recusar sacolinhas plásticas – a fazer disso um hábito. Muitos percebem a estratégia de fazer da sacola retornável mais um item de venda e se recusam a adquirir uma ecobag. Esta inversão nos objetivos dos comerciantes – antes, atender uma demanda do consumidor consciente, agora, melhorar as vendas de um item – provoca também uma inversão no comportamento deste mesmo consumidor, que passa a antipatizar com as sacolas vendidas a preços cada vez mais altos.
As sacolas retornáveis têm um propósito: a retomada de um hábito antigo, porém atualíssimo, de utilizar o que é durável, dispensar o descartável, pensar no meio ambiente e na herança que deixaremos para nossos filhos e netos. Devem ser vendidas já que não devem ser dadas (pelo risco de se tornarem descartáveis, como as plásticas), mas sua venda deve ser feita sob um ângulo diferente: o de serviço à sociedade e ao meio ambiente. Sim, pelo menos por ora, enquanto este hábito vem sendo estimulado, difundido, retomado, as sacolas não devem ser vistas como item de venda, do qual se pode obter lucro, mas como algo que representa um serviço à comunidade – o oferecimento de uma alternativa acessível e prática ao consumidor consciente.
A venda a preço de custo – com margem mínima de lucro, se necessário – trará a confiança daqueles que passaram a olhar inseguros à oferta escancarada de ecobags a preços exorbitantes, e a adesão de novos consumidores que querem fazer parte do movimento e dizer não às sacolas plásticas. A compreensão e co-participação dos comerciantes são fundamentais para que esse movimento cresça além das classes sociais mais ricas e possa se estender por toda a sociedade brasileira.
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04 fev |
Denúncia – Rio Guandú/RJ |
Recebemos estas fotos do cidadão Alcir Monteiro, preocupado com a poluição causada pelos sacos plásticos na município de Miguel Pereira, no Rio de Janeiro.
Nas palavras do próprio Alcir:
“Estas fotos são do município de Miguel Pereira RJ.
O Lixão do município, é jogado no topo da serra atingindo o córrego Moinho de pó, no distrito Árcadia, levando até o Rio Santana, que desemboca no Rio Guandú, que fornece toda a água da LINDA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.”
Este é um exemplo claro de como aquele saquinho, aquela sacolinha plástica que voou e nós não pegamos – “ah, bobagem, não vai fazer tão mal assim!” – se junta com as sacolas e saquinhos de outros e de outros e de outros, e acabam se acumulando na natureza, causando essas cenas tristes. Um outro detalhe: esta é só a ponta visível do iceberg… como saber quantas sacolinhas plásticas mais desceram rio abaixo ou se engancharam em outros galhos ou foram ingeridas por peixes?
Temos que ser responsáveis com o meio ambiente e pensar no impacto que nossas ações diárias têm na natureza.
Recuse sacolas plásticas sempre que possível!