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29 jan |
Novo filme Saco é um Saco no ar!! |
http://www.sacoeumsaco.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/belezaPoluicao2.flv
Está sendo exibido desde a semana passada nas emissoras abertas do país, o novo filme da campanha Saco é um Saco!!
Com uma ideia simples, o filme de 30 segundos busca induzir o cidadão a se deixar levar pela estética aparentemente agradável na “inofensiva” sacolinha plástica voando pelos ares em primeiro plano – cena que é delicadamente reforçada pela sedução sonora da harmonia musical leve e aconchegante. O final do filme, no entanto, traz a reflexão: “O homem é o único animal da natureza que consegue ver beleza na poluição”.
O filme, patrocinado pela nossa parceira CPFL e produzido pela agência Lew’Lara/TBWA, mostra que não há beleza em poluir o planeta: sacolas plásticas voando por aí é uma realidade que precisa ser mudada.
O filme “Beleza” será exibido em cadeia nacional por pelo menos dois meses e também em outras mídias, como internet e cinema. Na internet, vocês poderão encontrá-lo aqui, em nosso canal do Youtube e no hotsite da campanha. Nos cinemas, estará sendo exibido nas 86 salas da rede RAIN de cinemas independentes – por exemplo: em Brasília, no Cine Academia, em São Paulo, no Cine Bombril.
Já recebemos inúmeros comentários de pessoas que viram o filme e adoraram, especialmente a música! A trilha é do Maestro Zezinho Muterelli executando uma obra de domínio público, o Concerto nº 23 de Mozart.
O intuito do filme é alertar a população sobre a importância de reduzir o consumo de sacolas plásticas para auxiliar na preservação do meio ambiente e de nossa qualidade de vida. A campanha de conscientização acredita no poder de decisão do consumidor e em sua capacidade transformadora de hábitos e atitudes.
A campanha Saco é um Saco propõe que a sociedade recuse as sacolas plásticas sempre que possível, reutilize as poucas que pegar para descartar o lixo, por exemplo, e volte a utilizar as sacolas retornáveis, mais resistentes e que podem ser utilizadas inúmeras vezes.
E aí, gostaram?! Deixem seus comentários pra gente e continuem divulgando a ideia!
Saco é um saco. Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você!
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22 jan |
Aumenta o número de tartarugas mortas pela ingestão de plástico |
O triste cenário previsto por todos foi confirmado: o lixo marinho elevou o número de mortes de tartarugas em 2009. Na última quarta-feira, o jornal carioca Folha do Interior publicou matéria baseada em dados do Projeto Tamar que revelam este que é um dos resultados catastróficos do consumo e descarte impensado de sacolas plásticas.
O descarte incorreto de resíduos é um dos grandes vilões dos oceanos. Somente entre Janeiro e Agosto de 2009, aproximadamente 50% das tartarugas necropsiadas pelas equipes do Projeto Tamar morreram em virtude da ingestão de lixo.
O levantamento do Tamar mostrou que 80 das 192 tartarugas encontradas mortas durante o ano passado, apresentaram objetos no seu sistema digestivo, sendo predominantemente, plástico. Em 2008, 60 dentre as 156 tartarugas analisadas, apresentavam os mesmos vestígios de lixo.
Este quadro não é restrito a pontos isolados no nosso litoral. Os dados revelam mortes em São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Sul… E também não afeta apenas algumas espécies: em virtude da alta disponibilidade de lixo nos oceanos, várias espécies acabam se alimentando dos dejetos, inclusive as tartarugas Verde (Chelonia mydas), de Pente (Eretmochelys imbricata), Cabeçuda (Caretta caretta), e a quase extinta Tartaruga de Couro (Dermochelys coriacea).
Este problema deve ser analisado a partir de dois focos: consumo excessivo e descarte incorreto.
Vivemos bombardeados por propagandas, sendo estimulados a comprar mais – trocamos de celular todo ano, nos deixamos seduzir por promoções em supermercados e levamos mais do que o necessário – e acabamos por adotar hábitos de consumo insustentáveis do ponto de vista ecológico. Não paramos para analisar de onde vêm as matérias-primas que compõe os produtos que compramos, e não nos atentamos para o impacto ambiental provocado em sua produção. Além disso, juntamente com os produtos, vêm as embalagens – e são elas que muitas vezes acabam nos mares.
O descarte incorreto – que hoje não significa apenas jogar o lixo em qualquer lugar, mas também não encaminhar materiais recicláveis para a reciclagem – somado ao consumo excessivo é uma verdadeira bomba para o meio ambiente. Seja por falta de uma política coesa de tratamento e alocação de resíduos sólidos, ou por uma simples falta de educação da população, o lixo acabada indo parar onde não deve, causando as cenas tristes que temos visto.
As tartarugas dão o alerta: precisamos agir com mais responsabilidade em relação aos nossos hábitos de consumo, pois causamos impactos inimagináveis, atingindo criaturas em lugares distantes e danificando permanentemente a biodiversidade marinha.
Diga não aos sacos e sacolas plásticas. Compre apenas o necessário, reutilize e recicle sempre.
O planeta agradece, em especial, as tartarugas.
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11 jan |
Reportagem do Fantástico sobre o impacto do plástico nos oceanos |
Ontem, o Fantástico exibiu uma reportagem de André Junqueira sobre o absurdo impacto do lixo humano e, em especial, do lixo plástico, nos oceanos. Recebemos hoje um relato emocionado de uma mãe que viu a filhinha de 8 anos chorar ao ver a matéria.
Cenas fortes de animais mortos e deformados por causa do lixo plástico mostraram o tamanho do problema do consumo excessivo e do descarte incorreto praticado em nossa sociedade atual. O lixo viaja milhares de quilômetros pelas correntes marinhas e vai afetar focas e leões marinhos em pontos distantes, matando tartarugas, golfinhos e aves ao longo do caminho.
A reportagem abre com a chocante história do golfinho que morreu porque ingeriu sacos plásticos que o impediram de se alimentar. Ficamos sabendo também que, em cada dez tartarugas mortas, quatro morreram porque ingeriram plástico. Segundo o Projeto TAMAR, o plástico não é digerido pelas tartaruguinhas, que passam a ter dificuldade para mergulhar e morrem de inanição.
Outra imagem impressionante é do leito dos oceanos, cobertos de garrafas PET, latas e pedaços de sacolas plásticas. Triste de ver. O lixo que chega aos oceanos não tem origem apenas nas cidades costeiras. Ele chega também através dos rios que recebem dejetos e descartes e desembocam no mar.
São milhões de toneladas de lixo despejadas diariamente nos oceanos, diminuindo a biodiversidade marinha e afetando o equilíbrio natural. Nossas ações têm impactos que vão muito além daquilo que conseguimos ver. A sopa de plástico encontrada em meio ao Pacífico dá uma clara ideia disso. Como bem lembrou o pesquisador Charles Moore, que descobriu a sopa, o plástico não desaparece nunca, só quebra em vários pedacinhos.
Este trecho da entrevista com o Capitão Moore é muito interessante:
“Em um século, cem milhões de toneladas de plástico foram lançadas nos mares e pouco deve mudar. “Ninguém parece ter capacidade de ver um futuro sem plástico”, diz o capitão Moore. “Para que nos livremos da poluição do plástico. Pequenas mudanças não vão fazer a diferença”.”
Precisamos urgentemente mudar nossa forma de nos relacionar com o planeta. Felizmente, a sensibilidade de nossos filhos parece ser mais aguçada que a nossa e de nossos pais e avós neste sentido. No entanto, o futuro deles depende daquilo que fizermos hoje. É melhor começarmos!
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05 jan |
Sobre sacolas retornáveis gratuitas |
Muita gente nos questiona sobre as sacolas retornáveis vendidas nos supermercados. Alguns dizem que elas deveriam ser gratuitas: um leitor do blog comentou que, já que estará levando a marca do supermercado por aí, a sacola deveria ser de graça. Outros leitores questionam sobre a vantagem dos comerciantes em não mais distribuir um item e, no lugar, passar a vender outro para o mesmo propósito.
Sacolas retornáveis do Carrefour
Afinal, as sacolas retornáveis deveriam ser gratuitas?
As sacolas retornáveis não podem nem devem ser distribuídas gratuitamente, sob o risco de tornarem-se as novas sacolas plásticas. Certamente, ninguém traria de volta sua sacola se pudesse ganhar outra na próxima compra… O consumo de recursos naturais continuaria, a quantidade de lixo também.
Um dos grandes problemas das sacolas plásticas é o consumo excessivo e o consequente desperdício. Quando algo é gratuito, tendemos a usá-lo sem responsabilidade – é o mesmo que ocorre com a água no Brasil, por exemplo, ou com a natureza como um todo até bem pouco tempo atrás. A gratuidade infelizmente traz essa contrapartida. Se as ecobags fossem gratuitas, quanto consumiríamos de algodão, juta, e outros materiais (que são recursos naturais também)? Além do que, eventualmente, esse monte de sacolas retornáveis acabaria no lixo, afinal, quantas sacolas resistentes podemos ter dentro de casa?
O segundo questionamento é sobre a vantagem que os supermercados estariam levando ao não oferecer sacolas plásticas gratuitas.
Há quem não saiba, mas sacolas plásticas são uma despesa para o comerciante, algo que ele tem de comprar e que não é vendido. Sim, estes custos são repassados aos consumidores, pulverizados nos outros produtos. O que talvez vocês não tenham se dado conta é que, uma vez que não haja este custo, eles não serão repassados, o que provocará uma redução – ainda que difícil de identificar – nos preços dos demais produtos. Uma grande rede de supermercados gasta cerca de R$ 50 milhões por ano com sacolas plásticas. Imaginou esse custo abatido no valor de outros produtos?!
Há ainda um terceiro questionamento sobre a substituição das sacolas plásticas por sacolas retornáveis é sobre um possível desemprego dos empacotadores.
Isso não ocorreria. Ainda que não usemos sacolas plásticas, continuaremos agradecendo a ajuda deles para guardar nossas compras em nossas sacolas retornáveis ou caixas de papelão – acelera o processo e a fila. Seus empregos não correm risco, pelo menos não pela inexistência de sacolas plásticas.
Nunca é demais lembrar que um sacola retornável é qualquer sacola resistente que você tenha em casa, pode ser de palha, de tecido, de plástico mesmo. Se tiver uma costureira por perto, qualquer sacola que ela costure – de tecido, de uma calça jeans, customizando uma sacola antiga – também servirá a este propósito. O que importa é usar alternativas para o transporte de compras e recusar as sacolas plásticas.

Ela não perdeu tempo e customizou a sacola distribuída em um evento
Temos que sair da zona de conforto de esperar que o comerciante nos ofereça uma solução para as nossas compras. Estamos entrando de verdade em uma nova era, na qual temos que assumir a responsabilidade por nossas ações e seus reflexos no planeta. Sacolas retornáveis são o mínimo que podemos fazer, um hábito novo e uma ação cotidiana de respeito ao meio ambiente. Adote uma, ou duas ou três, e carregue-as consigo sempre. Seja um consumidor consciente, um cidadão da nova era. Não é tão difícil quanto parece!
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04 jan |
Washington cobra imposto sobre uso de saco plástico |
Notícia do dia 31 de dezembro de 2009, o site G1 informa que a cidade de Washington, capital dos Estados Unidos, passará a cobrar um imposto de cinco centavos de dólar sobre cada saco plástico utilizado em compras de supermercado. O valor arrecadado será destinado ao financiamento da despoluição do rio Anacostia, que desemboca no Potomac, em Washington.

Foto: Reusablebags.com
“Este imposto sobre sacos plásticos é o primeiro deste tipo” nos Estados Unidos, destacou a prefeitura em um comunicado.
A cidade de São Francisco proibiu os sacos plásticos e determinou sua substituição por bolsas de papel nos supermercados em 2008, e Seattle teve seu imposto derrubado por um referendo.
“Firmei esta lei com o objetivo de reduzir o volume de sacos plásticos que contaminam nossos rios. Queremos que todo o mundo saiba que se pode salvar o rio e poupar cinco centavos levando sua própria bolsa de compras”, destacou o prefeito de Washington, Adrian Fenty.
Segundo os fabricantes de sacos plásticos, a decisão deve custar às famílias de Washington “cinco milhões de dólares em 2010″.
O interessante é notar que mais e mais cidades e estados ao redor do mundo tomam decisões na direção de restringir ou banir o uso de sacolas plásticas, vistas como um item que contribui para a poluição das cidades, rios e florestas, e uma comodidade ultrapassada. 2010 abre um novo momento na história da humanidade: o momento em que percebemos que não há mais um futuro no qual deveremos nos preocupar com o meio ambiente, mas sim um agora.
Desejamos um 2010 consciente a todos os seres humanos!!
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04 jan |
Homem Sacola na São Silvestre |
O Homem Sacola, o personagem criado pelo Projeto Beija-Flor e apoiador da campanha Saco é um Saco, participou da São Silvestre, em São Paulo, no último dia de 2009.
Vestido com uma roupa contendo 66 sacolas plásticas recolhidas das ruas, o ambientalista, empresário e idealizador do Projeto Beija-Flor, Marcos Avlis, dá vida ao “Homem Sacola”, nome inventado na I Conferência Nacional de Saúde Ambiental, em Brasília, onde o personagem virou atração e despertou a atenção de organizações não-governamentais, ambientalistas e autoridades.
O personagem surgiu no Projeto Beija-Flor, que combate o uso indiscriminado de sacolas plásticas e propõe a substituição por sacolas retornáveis. O projeto surgiu em Jacareí em dezembro de 2008. De lá para cá lançou o Boletim Ambiental (com questões do setor), a Turminha Ecolegal, que trabalha a questão ambiental (através de peças de teatro e Histórias em Quadrinho) e trabalha com ecoprodutos, como as bolsas retornáveis (feitas de algodão cru) e as composteiras domésticas.
Na São Silvestre, o “Homem Sacola’ circulou entre os atletas, fazendo conscientização ambiental e distribuindo impressos.
*Williams Clementino de Sousa – Apoiador do Projeto Beija-Flor
(Estamos aguardando fotos de mais esta empreitada do Homem Sacola!!)