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21 jul |
O papel dos supermercados |
Quando falamos em sacolas plásticas, logo vem a imagem de supermercados e seus caixas abarrotados de clientes empacotando suas compras em montes de sacolinhas, não é?
Os supermercados não são o único lugar onde as sacolas plásticas são distribuídas – farmácias, padarias, papelarias, feiras livres e vendedores ambulantes também têm sacolinhas sempre à mão – mas são mesmo onde mais se consome sacolas plásticas, então, olhemos com mais atenção para eles e vejamos quais ações os supermercadistas podem adotar para ajudar na redução deste consumo.
As sacolas plásticas substituíram os sacos de papel kraft nos supermercados brasileiros na década de 1980, após um período de escassez de celulose, e logo caíram nas graças do consumidor e do comércio, por serem mais baratas e práticas. As sacolinhas passaram a ter mil e uma utilidades e seu consumo só cresceu. Isso significou um aumento gradual e constante na despesa dos supermercados com este item – ainda que os custos das sacolas sejam distribuídos nos preços dos produtos, sacolas plásticas são um gasto para os varejistas (se não gastassem com as sacolas, poderiam diminuir os preços de seus produtos, tornando-se mais competitivos).
O aumento do gasto com as sacolas plásticas levou os supermercados a buscar sacolas mais finas… daí termos tão pouca confiança na resistência das sacolas plásticas hoje em dia, o que leva muitos consumidores a usar duas ou mais para carregar itens mais pesados. Isso aumenta o consumo - o tiro saiu pela culatra… Muito bem, o primeiro ponto para os supermercadistas ajudarem na redução do consumo de sacolas plásticas está em OFERECER SACOLAS MAIS RESISTENTES. Existe uma norma técnica – a ABNT NBR 14937:2005) que regula a qualidade das sacolas plásticas tipo camiseta. Exija dos estabelecimentos dos quais é cliente que esse norma seja seguida.
A segunda forma de ajudar o consumo consciente de sacolas plásticas é que o supermercado implemente PROGRAMAS DE INCENTIVO a essa redução: ofereça sacolas retornáveis gratuitas para compras acima de certo valor ou mesmo pagas; programas de desconto para quem recusa sacolinhas, etc. Estes programas devem ser bem anunciados, de fácil visualização pelos clientes, e é necessário também que os funcionários os conheçam e informem os clientes de sua existência. Muitas vezes fazemos compras no automático e se a novidade não está à vista ou se alguém não nos fala dela, sequer tomamos ciência de que havia uma alternativa.
A dica número três é a oferta de ALTERNATIVAS DE TRANSPORTE DAS COMPRAS ao consumidor. Sacolas retornáveis são apenas uma delas e é preciso ser criativo. Muitos supermercados já disponibilizam as caixas de papelão em que vieram os produtos para que os clientes utilizem. Outros oferecem o serviço de entrega em casa (delivery), que torna desnecessário o uso de sacolas plásticas, uma vez que as compras podem ser guardadas diretamente nas caixas do transportador.
A forma mais eficiente de reduzir o consumo de sacolas plásticas nos supermercados, no entanto, é a SENSIBILIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS. Quando os funcionários entendem o tamanho do problema ambiental causado pelas sacolinhas plásticas, passam a ser defensores do meio ambiente e fiscais das boas práticas, informando aos clientes sobre a importância de reduzir o consumo de sacolas e empacotando melhor as compras, de maneira a usar menos sacolas plásticas. Além de colocar na prática o ensinamento, os funcionários passam a ser multiplicadores desta informação, aumentando o grau de conscientização da sociedade.
Nós, consumidores, temos que nos manifestar, abrir a boca e dizer o que queremos: muitas vezes o mercado não faz nada por achar que não há demanda. Exigir qualidade das sacolas é fundamental. Chamar a atenção do supermercadista para que ofereça alternativas também. Use o SAC, a caixinha de sugestões, converse com o gerente. Exercite seus direitos de consumidor. Não podemos ficar parados esperando que a solução venha até nós – uma sociedade muda quando seus cidadãos se movimentam!
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14 jul |
Saco é um saco também no Jornal das Dez |
O Jornal das Dez, da Globo News, pautou a campanha Saco é um saco, na quarta-feira 02 de julho.
A matéria mostrou que cadeias de supermercados estão implementando iniciativas que facilitam a mudança de hábito em relação às sacolas plásticas, e também que os consumidores estão cada vez mais conscientes de seu impacto ambiental.
Confira a reportagem:
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09 jul |
Saco é um saco na CBN |
Outros programas da CBN falaram sobre o lançamento da campanha e do impacto ambiental das sacolas plásticas. Se você quiser saber mais sobre alternativas e como reduzir seu consumo de sacolas, vale a pena ouvir o que os especialistas têm a dizer!
Programa Carlos Alberto Sardenberg
Entrevista com Sabetai Calderoni, consultor da ONU para meio ambiente
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08 jul |
Mesa Redonda Saco é um saco |

saco é um saco
Lançamento da Campanha Saco é um Saco no MMA
Conheça o que você pode fazer como consumidor consciente
Data: 08/07/2009 (quarta-feira)
Horário: 15h às 17h30
Local: Auditório do MMA- Ed. Marie Prendi Cruz
Endereço: SEPN 505 Norte, Bloco “B” – Asa Norte – Brasília/ DF
Informações: (61) 3317- 1976/ 1707
A campanha Saco é um saco é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, com apoio da rede de supermercados Wal-Mart, que quer chamar a atenção do cidadão brasileiro para o enorme impacto ambiental de um hábito aparentemente inofensivo: pegar sacos e sacolas plásticas.
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01 jul |
Sem sacolas plásticas, como vou fazer com o meu lixo?? |
Estamos recebendo vários e-mails perguntando: “Sim, reduzir o consumo de sacolas plásticas é legal, mas como vou fazer com o meu lixo??”
A resposta é trabalhosa, mas também apenas uma questão de hábito: separação e correta destinação do lixo doméstico.
O lixo doméstico pode ser dividido basicamente em 3 categorias: resíduos orgânicos (restos de comida, cabelo, podas de jardim, etc); resíduos secos (composto, em sua maioria, de materiais recicláveis); e lixo de banheiro. Isso significa que devemos ter três recipientes diferentes, um para cada tipo de lixo (ou resíduo). Em uma situação ideal, onde podemos contar com a coleta seletiva, cada um deles deverá ter uma destinação diferente: resíduos orgânicos seguem para compostagem; materiais recicláveis para a reciclagem; e o lixo de banheiro diretamente para os aterros sanitários.
Só 10% das cidades brasileiras contam com a coleta seletiva e menos que isso conta com sistemas de compostagem. Então, resta ao consumidor consciente separar seus materiais recicláveis e levá-los para pontos de entrega voluntária (PEVs) disponíveis em muitas redes de supermercados, ou destiná-los diretamente à cooperativas de catadores – estas, existentes em praticamente todas as cidades brasileiras.
E é na hora da separação dos materiais recicláveis que entra a grande dica para redução do uso de sacolas plásticas como saquinhos de lixo!
Os materiais recicláveis são também conhecidos como “lixo seco” – ou seja, não é preciso colocá-los em sacos plásticos para impedir que escorram ou deem mau cheiro e chamem baratas e ratos, como ocorre com o lixo úmido. Separe seus materiais recicláveis – papéis, plásticos, vidro, metais – em caixas ou sacos de lixo maiores, e os depositem diretamente nos contêiners corretos, trazendo de volta a caixa ou saco para serem utilizados novamente. Quanto melhor separados os recicláveis, mais fácil seguirão para a reciclagem.
“Mas muitos recicláveis são embalagens sujas de restos de alimentos… o que fazer?” Dar uma lavadinha! Muitos podem chiar, dizendo que resolvemos um problema ambiental aqui e aumentamos outro lá (consumo de água), mas aí entra novamente o discurso da mudança de hábitos: como você lava sua louça? A água usada para enxaguar os copos pode ser reaproveitada para dar uma enxaguada também nos recicláveis – jogue a água do enxague dentro da embalagem longa-vida do creme de leite, por exemplo, chacoalhe retirando o excesso e pronto. Não precisa lavar de verdade! Não precisa gastar água e sabão lavando os recicláveis, mas é sempre bom passar uma águinha para tirar o grosso e impedir justamente que aqueles resíduos orgânicos contidos ali atraiam vetores de doenças. Esse procedimento é importante também se pensarmos que aqueles recicláveis serão manuseados por outras pessoas – catadores, triadores: uma questão de respeito com os trabalhadores.
Agora, sobre os sacos de lixo.
Você sabia que muitos sacos de lixo são fabricados com material reciclado?? Pois é!
As sacolas plásticas não podem ser confeccionadas com material reciclado por determinação da ANVISA, por que entram em contato com alimentos. Assim, cada sacolinha é uma nova sacolinha, feita de matéria-prima virgem. Já os sacos de lixo não têm esse problema e muitas empresas fazem sacos de lixo com material reciclado.
Ser feito de material reciclado é um ganho ambiental significativo. Os sacos de lixo são fabricados a partir de resíduos plásticos pós-consumo e aparas pré-consumo (aquelas que ficam no chão da fábrica ou produtos defeituosos). Ou seja, usando sacos de lixo de material reciclado você ajuda a diminuir a pressão sobre recursos naturais não-renováveis (petróleo e gás natural, do que é feito o plástico) e a diminuir a quantidade de resíduos despejados na natureza.
Ainda que separemos nosso lixo corretamente, vamos precisar de sacos plásticos para acondicionar os resíduos orgânicos e o lixo de banheiro. Se você puder optar pelos sacos de lixo reciclados, ótimo! Se não puder, não tem problema usar as sacolas plásticas. O que importa é reduzir o consumo, usar de maneira consciente.
Reduza seu consumo de sacolas plásticas, use sacos de lixo reciclado, separe seus materiais recicláveis e exija de sua prefeitura a estruturação de um sistema de coleta seletiva. A solução é trabalhosa – exige que mudemos nossos hábitos frente ao lixo que geramos – mas só será construída com o envolvimento de cada um e de todos nós.
Saco é um saco. Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você.
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01 jul |
Sacola plástica é a grande vilã do meio ambiente? |
Muita gente pergunta isso: a sacola plástica é a grande vilã do meio ambiente?
Não. É um problema ambiental, mas provavelmente não é o maior deles.
Só que isso não importa.
A questão “grandeza do impacto” não importa, importa que as sacolas fazem parte de uma realidade ultrapassada, de um rol de hábitos que não cabem mais no mundo de hoje.
Consumir sacolas plásticas sem consciência é tão ruim para o meio ambiente quanto comprar um móvel de madeira não certificada ou carne sem informação de origem. É o mesmo que escovar os dentes de torneira aberta ou deixar as luzes acesas quando não está no quarto. São hábitos que não cabem mais no nosso dia a dia por que o planeta não tem mais capacidade de suportá-los.
Somos 6,2 bilhões de seres humanos buscando qualidade de vida em níveis de consumo incompatíveis com a realidade dos limites dos recursos naturais. As sacolinhas não são as vilãs e nem nós somos vilões. Todos estamos incluídos na necessidade de repensar nossa forma de viver e encarar o planeta. As sacolinhas podem continuar a existir, desde que nós, seres humanos, saibamos usá-las com consciência, reduzindo ao máximo seu uso, reutilizando sempre e reciclando quando ela não mais puder ser utilizada.
Consuma sacolas plásticas de maneira consciente. Recuse, reduza, reutilize!