MMA


Arquivo de junho, 2009

30
jun

Depoimento

Publicado por: Saco é um Saco


Acabei de assistir ao documentário “Home – Nosso Planeta, Nossa Casa”. Fiquei deprimida.

São praticamente duas horas mostrando o impacto que nossos 200 mil anos no Planeta Terra fizeram ao que a natureza demorou 4 bilhões de anos para construir. Todo o dióxido de carbono fossilizado em forma de petróleo ou armazenado nos milhões de árvores ao redor do globo, que permitiu o desenvolvimento da vida, sendo novamente liberado para a atmosfera para alimentar o crescimento da sociedade humana.

Nos últimos 50 anos mais que duplicamos em número de habitantes no Planeta, nossa economia cresceu 6 vezes e o uso de energia, 5. Consumimos a passos largos recursos naturais não renováveis e esgotamos os renováveis, utilizando mal os solos, a água, os peixes, pegando mais do que o Planeta pode repor. Todos querem o american way of life – consumir muito, mas muito além do que é eticamente aceitável. 1 em cada 4 seres humanos vive abaixo da linha de pobreza. 1 em cada 5 não tem acesso à água potável.

De espírito arrasado, vendo as geleiras derretendo em ritmo acelerado, ursos polares quase sem lugar para ficar de pé, baleias beluga bailando sob a água gelada onde antes havia só gelo, assistindo rios secarem e mares entrarem pelos deltas, salinizando a pouca água doce que existe, me peguei pensando: “E eu aqui querendo salvar o mundo uma sacolinha por vez…”

Parece ridículo olhando por essa perspectiva maior que nós estejamos tentando convencer as pessoas a deixarem de consumir – ou consumirem menos – sacolas plásticas. Que diferença pode fazer?? Uma sacolinha frente à milhões de litros de petróleo sendo queimados, eucaliptos tomando conta de espaços onde antes havia florestas abundantes, seres humanos queimando a única riqueza que possuem simplesmente para não morrerem de fome e frio. Uma sacolinha… que diferença faz??

Então o filme mudou. Começou a mostrar as maravilhas que a engenhosidade humana é capaz de criar: enormes cata-ventos espalhados pelo mar, milhares de casas com telhados cobertos por placas solares, agricultores retomando hábitos milenares de cultivo e revitalizando os solos, países abrindo mão dos gastos militares para reflorestar mais da metade de seu território, governos que perceberam que a floresta em pé e o manejo sustentável são ainda mais rentáveis que seu corte raso. Tem jeito! Nós temos jeito!

Uma sacolinha plástica recusada faz diferença sim. Sabe por quê? Por que significa que aquele ser humano que recusou a sacolinha plásticas parou para pensar, em meio a sua ação automática de comprar algo e empacotar na sacolinha, ele PAROU PARA PENSAR. Parou para pensar nas conseqüências que aquele ato simples vai ter para o planeta, no que significa aquela sacolinha que ele está segurando em matéria de recursos naturais consumidos, energia e água e emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes. Um ser humano que saiu do automático e pensou no Planeta antes de pegar uma sacolinha plástica no supermercado vai pensar também naquilo que está comprando – se comprou além do necessário, se escolheu produtos de empresas que respeitam o meio ambiente, se aquelas embalagens poderão ser recicladas. Esse ser humano vai começar a pensar sobre como aquele estabelecimento está montado, qual seu compromisso com a redução do consumo de energia e se oferece produtos sustentáveis a seus clientes. Ele vai começar a pensar se seu prefeito implementou a coleta seletiva em sua cidade, se seu presidente está fazendo as melhores escolhas para gerar mais energia e fazer crescer a sociedade em que vive sem depredar o patrimônio natural que é dele e de seus filhos e de seus netos.

Uma sacolinha plástica a menos pode sim mudar o mundo, por que nós podemos mudar o mundo.  Recusar uma sacolinha significa mudar um hábito e questionar o porquê desse hábito e nossas escolhas maiores. Significa uma preocupação primária – e incendiária! – que pode sim ajudar a salvar o Planeta.

Eu acredito nisso. Eu salvo o mundo uma sacolinha por vez, e espero que você venha comigo.

Fernanda Altoé Daltro
Equipe de Consumo Sustentável do MMA

*O filme está disponível no site www.home-2009.com

24
jun

Filmes da campanha

Publicado por: Saco é um Saco


Saco é um saco, isso a gente já sabe!

O que vocês talvez ainda não tenham visto são os filmes da campanha Saco é um saco!

O Júnior, do Afroreggae, cedeu sua imagem e seu jeito descolado para a campanha, informando através de um discurso simples os impactos das sacolas plásticas e a importância de reduzir e recusar, sempre que possível. Agradecemos a parceria do Afroreggae e já estamos agendando novas ações juntos!

Já o filme “Ciclos” mostra de maneira cinematográfia, mas muito real, o que acontece quando não paramos para pensar no impacto de nossas ações: a sacolinha plástica jogada displicentemente pela janela do ônibus ajuda a entupir bueiros e agravar as enchentes. O homem ilhado em cima do ônibus sofre as consequências de seus próprios atos. Bom para pensar!

Agradecemos também a Viação Campo Belo, que cedeu o ônibus para a turma da produção inundar!

E aí, o que acharam dos filmes?? Mandem seus comentários!!

Em breve teremos um espaço no blog para postar os vídeos dos internautas também! Façam seus próprios vídeos, mostrando o impacto das sacolinhas ou soluções criativas para diminuir o consumo, e mandem pra gente!

Saco é um saco. Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você!

Veja mais vídeos em nosso cana no YouTube.

21
jun

Saco é um saco!

Publicado por: Saco é um Saco


Você sabia que cerca de 1,5 milhão de sacolas plásticas são consumidas a cada hora pelos brasileiros?

Sacos, saquinhos, sacolas e sacolinhas plásticas. Nós os recebemos todas as vezes que vamos às compras: na farmácia, na padaria, no supermercado. Pode parecer que são de graça, por que são distribuídas à vontade…

Errado! Todos pagam por eles: recursos naturais como petróleo e água são usados para sua fabricação, energia é consumida, e, quando as descartamos, elas ajudam a obstruir pontos de drenagem de chuvas – causando enchentes -, poluem cidades e matas, podem ser  ingeridos por animais e permanecem no meio ambiente por séculos.

Entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacos e sacolas plásticas são consumidas por ano no mundo. A sua sacolinha pode parecer inofensiva, mas todas esses sacos e sacolinhas juntos são um perigo para a natureza.

A campanha Saco é um Saco quer chamar a atenção dos brasileiros para o consumo exagerado de sacolas plásticas.

Sacolas plásticas ajudam a impermeabilizar o solo de aterros e lixões, são a causa da morte de milhares de animais, entopem bueiros ajudando a causar enchentes, e sujam as cidades, matas, rios e oceanos.

Todo mundo usa sacolas plásticas como saco de lixo. Tudo bem. Mas tem gente que pega muito mais do que precisa. Cada brasileiro consome em média 66 sacolas plásticas por mês. Se na sua casa são 4 pessoas, vocês, juntos, consomem mais ou menos 264 sacolas por mês! Ninguém precisa disso tudo para o lixo.

Muitos países baniram as sacolas plásticas de seu dia-a-dia. No Brasil, queremos alcançar a redução do consumo de sacolas através da conscientização do cidadão, para que faça parte desse movimento mundial de respeito ao meio ambiente.

Diminuir o consumo de sacolas plásticas, adotar uma sacola retornável ou outra alternativa é uma atitude típica do consumidor consciente. Reduzir o consumo de sacolas plásticas é só o começo de uma sociedade mais sustentável.

20
jun

Sacos, saquinhos, sacolas e sacolinhas

Publicado por: Saco é um Saco


Todo mundo fala das sacolinhas plásticas com um grande problema ambiental. Sim, quando consumidas exageradamente, desnecessariamente, e descartadas de maneira incorreta, elas são mesmo. Mas não são só elas.

Pegamos saquinhos plásticos a toda hora, na feira, no mercado, quando compramos verduras, frutas e legumes. Aqueles saquinhos fininhos são ainda menos reciclados, e não costumam ser tão reutilizados como saquinho de lixo. Eles são perigosos também, por que não damos atenção a eles e os estamos sempre acumulando.

E como reduzir o consumo destes saquinhos?

Muitos legumes, verduras e frutas podem se colocados juntos na hora das compras. Aqui vale o mesmo que para as sacolinhas: saco bom é saco cheio – sem trocadilhos! Pra quê colocar um pepino em um saquinho, três maçãs na outro, cinco tomates no outro, se caberiam bem todos juntos para transportar para casa? Muitos hortifruti também podem ficar arrumadinhos em uma sacola de tecido ou no carrinho de feira.

É só uma questão de pensar fora do saco!

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